RISCO NA ESTRADA
No último fim de semana prolongado, 101 pessoas morreram nas estradas brasileiras, de acordo com relatório da Polícia Federal. Em tese, são números alarmantes, pois significam uma centena de vidas perdidas em menos de três dias. E o que chama a atenção é que não há qualquer indignação com dados tão trágicos. O brasileiro já não se importa com tais estatísticas, e as autoridades as consideram dentro do previsível.
Quando se chega a esse ponto, há algo de errado, e não é preciso ser especialista para fazer tal apuração. As estradas, sejam elas federais ou estaduais, continuam em estado lastimável, sobretudo as que estão sob a responsabilidade do Dnit e de departamentos estaduais. A saída recorrente tem sido mudar a gestão por meio das privatizações. Mas até estas têm pontos para discussão. A BR-040, quando privatizada no trecho Juiz de Fora – Rio de Janeiro, tinha entre suas cláusulas a duplicação imediata do trecho na Serra de Petrópolis. A concessionária reverteu a prioridade. O que deveria ter sido a primeira medida passou para o fim da fila e só agora começa a ser realizado.
A mesma rodovia, na ligação com Belo Horizonte, e desta até Brasília, sob a responsabilidade do Governo federal, não tem data para ser licitada. Já esteve no início da lista, mas voltou para o ponto de indefinição, devendo retornar à pauta só em 2014. Mas seria risível apontar apenas a qualidade das rodovias como causa de tantos acidentes. Com veículos cada vez mais rápidos, simples gestos de imprudência podem se transformar em tragédias. E é comum vê-los por todos os lados.











