AÇÃO INTEGRADA
Na apresentação de suas metas de governo, durante encontro com empresários, na noite de quinta-feira, cinco dos seis candidatos a prefeito – Victória Mello, PSTU, foi a única ausente – tiveram um ponto em comum ao defenderem a necessidade do desenvolvimento de Juiz de Fora. De fato, como esta Tribuna vem apontando há algum tempo, a implementação de investimentos é fundamental para a geração de empregos e, por consequência, de aquecimento do mercado. Mas é necessário discutir melhor que tipo de desenvolvimento deve ser levado adiante. Polo de uma região que ostenta, hoje, índices preocupantes no contexto estadual, a cidade não pode estabelecer políticas exclusivas, devendo, sim, assumir sua vocação de liderança e cobrar empenho dos demais líderes da Zona da Mata. Ganhariam todos, pois, hoje, os principais serviços se concentram num só município, criando passivos, sobretudo, nas instâncias de saúde.
Para isso, porém, é necessário revigorar instrumentos formais como a Associação dos Municípios da Microrregião do Vale do Paraibuna, que congrega prefeitos de parte da Zona da Mata. Embora em operação, deve ampliar suas ações nas instâncias de poder, para reverter o jogo de liberação de recursos. Para tanto, tem que ganhar articulação, inclusive, no segmento burocrático. Hoje, não basta pedir. Os comitês técnicos tanto de Brasília quanto de Belo Horizonte só se mobilizam diante de projetos tecnicamente bem elaborados. Recursos não faltam.
Um levantamento recente da Confederação Nacional dos Municípios indicou que boa parte dos municípios fica longe dos investimentos por não ter a quem e como pedir, já que não apresentam suas demandas nas instâncias adequadas e de modo certo. Com receitas na conta do chá, os pequenos municípios não têm meios de criar departamentos técnicos para elaboração de seus projetos. Daí, ficam à míngua, dependendo de repasses do Fundo de Participação de algumas emendas parlamentares.
Por isso, quando se fala em desenvolvimento, a palavra-chave é parceria, na qual Juiz de Fora teria benefícios diretos ao ser polo consumidor, enquanto as demais regiões reteriam parte das demandas hoje concentradas no município-polo.










