AÇÃO RECORRENTE
Com grande insistência, a Tribuna tem cobrado do Estado gestos mais consistentes no combate à violência, e, como proposta central, a implantação do programa Fica vivo, uma das articulações mais eficientes no enfrentamento aos homicídios. O surrado argumento de não haver números suficientes para sua adoção é apenas uma peça de discurso, pois não faz sentido esperar a situação se agravar para se tomar providências. Por mais de uma vez, a questão esteve na mesa, e a resposta tem sido a mesma. Mas até quando?
No último sábado, mais um adolescente foi morto na cidade. Tratava-se de um menino de apenas 14 anos, que engrossa as estatísticas da cidade. O crime, segundo apurações iniciais, é resultado de rixa de gangues. Dois suspeitos foram localizados, e um deles tem apenas 16 anos, portanto inimputável, sendo passível apenas de medidas acauteladoras, como reza o Estatuto da Criança e do Adolescente.
Juiz de Fora passou pela experiência de ter um secretário de Defesa Social com domicílio na cidade, mas nem seu peso político foi capaz de sensibilizar o Governo a ir mais fundo na questão das galeras. Não é um problema contemporâneo, mas as gangues de outros anos não chegavam ao extremo de crimes contra a vida. Eram forjadas apenas em pertencimento, sem, no entanto, avançar para o ilícito.
Hoje, como mostram os números, os crimes se dividem entre o tráfico e os enfrentamentos das galeras, fazendo da cidade foco de dois problemas que precisam de ações imediatas, além das que já estão em curso.










