BUSCA DE REFERÊNCIA
Em menos de duas semanas, a Tribuna constatou dois episódios preocupantes em ambientes voltados para crianças em risco. O primeiro foi o uso de drogas, fruto do traslado do produto para dentro de uma instituição. O outro foi a ação de um menino de 10 anos que colocou fogo no colega de 12, provocando-lhe queimaduras de segundo grau. A Prefeitura interveio em abrigos, desde a última quarta-feira, a fim de apurar não só os fatos, mas para tomar precauções. Num espaço de proteção, não faz sentido a possibilidade de ações como essas, sob o risco de provocar danos aos próprios internos, que se veriam diante de uma realidade da qual fugiram quando foram internados.
Lidar com criança e adolescente não é uma questão simples, sobretudo quando se trata de personagens com graves problemas familiares. Em casa, deveriam ter acolhimento para fazê-los cidadãos, mas se não fossem apartados, iriam por outros caminhos. Por isso, abrigos devem ser a reprodução de lares estáveis, nos quais a meta é dar perspectivas para essas vítimas da facticidade. Cabe ao Estado, ora representado pelo Município, dar-lhes um norte seguro.
Para isso, porém, é preciso fazer diagnósticos do que está ocorrendo e buscar soluções. Uma delas é tratar a família como um todo, nos casos em que há compartilhamento. Num tempo em que as demandas são cada vez mais aceleradas, é fundamental agir rápido, antes que o problema se amplie, como é possível ver pelo país afora, com jovens internados em organismos de proteção ou de recuperação sendo atraídos para o crime em nome não apenas da inimputabilidade, mas pela facilidade de reposição, principalmente no tráfico de drogas.










