AÇÃO DE GOVERNO
O prefeito Bruno Siqueira tem razão em insistir numa conversa direta com o secretário de Defesa Social, Rômulo Ferraz, para discutir as demandas de Juiz de Fora, uma vez que cabe ao Estado o gerenciamento de diversas questões que ora afetam a própria política de segurança em Juiz de Fora. Hoje, cobra-se dos comandantes militares e dos delegados a gestão de um problema que vai além de suas atribuições, como é o caso do efetivo e de projetos que deveriam estar também em curso na principal cidade da Zona da Mata.
Na edição de ontem, a Tribuna apontou a situação do plantão, com uma só equipe, para atender a uma demanda crescente da cidade e da região. Não há como cobrar dos policiais um atendimento mais rápido se eles próprios não encontram suporte para levar seu trabalho adiante. Com isso, forma-se o efeito cascata: as vítimas e os policiais que efetuam as prisões passando horas à espera da formalização das ocorrências. Embora tenha sido anunciado um novo modelo de trabalho, a falta de agentes é fato real. E é preciso discutir isso com o secretário.
Empresários do setor de comércio, depois de uma reunião no início da semana, vão se desdobrar em novas discussões para pedir providências. A cobrança, no entanto, também deve ser feita às instâncias de Belo Horizonte, onde se encontra a gestão da política de segurança do estado. O governador Antonio Anastasia tem visita marcada a Juiz de Fora na próxima quarta-feira, sendo, pois, uma boa ocasião para lhe encaminhar o problema.











