VELHA PENDÊNCIA
Quando deixava o governo de Minas, em 2002, Itamar Franco, em evento na Associação Comercial, fez apenas dois pedidos de obras ao seu sucessor, Aécio Neves: a conclusão do Aeroporto Regional e a do Expominas. Ainda em campanha, mas pule de dez para ser eleito, Aécio, ante uma plateia de empresários, aceitou o desafio. De fato, nos seus oito anos de mandato, os dois empreendimentos foram à frente. O Centro de Convenções, inclusive, foi inaugurado e hoje leva o nome do seu idealizador.
Mas, passados dez anos, ainda há pendências que insistem em ficar no papel. O Aeroporto Regional, na divisa entre as cidades de Goianá e Rio Novo, é moderno, tem equipamentos de ponta e uma visibilidade privilegiada, mas não pode receber a capacitação para terminal de cargas internacional por simples detalhes. Um deles é a remoção de um morro, orçada em R$ 10,8 milhões. Numa de suas últimas visitas a Juiz de Fora, o governador Antonio Anastasia garantiu que a obra era questão de pouco tempo.
O que se vê, no entanto, é mais um adiamento. A Secretaria de Estado de Transportes e Obras Públicas (Setop), por meio de assessoria, informou à Tribuna que as chuvas que atingem a região vão comprometer o cronograma, levando a conclusão dos trabalhos para janeiro do ano que vem. O problema é que não há garantias, pois as chuvas, em vez de uma estiagem, entram, agora, na sua fase mais intensa.
O Aeroporto Regional, porém, só será uma obra plenamente acabada quando for, também, resolvida a questão da acessibilidade. Com a vocação industrial, um de seus gargalos será o trânsito de carretas pela MG-353. Dentro das metas iniciais, estava a previsão de duplicação da pista e ligação da rodovia à BR-040. A primeira questão sumiu da agenda, e a conexão, que tiraria parte do trânsito pesado da área urbana de Juiz de Fora, continua sem data para ocorrer.










