NOVO PERFIL
A pesquisa do IBGE em 2010, que apresentou novos desdobramentos, agora com a estratificação apontando o perfil da família brasileira, foi emblemática ao indicar o avanço das mulheres no mercado de trabalho e a repercussão deste cenário na composição dos lares. Cresceu abissalmente o número de residências em que o chefe é a mulher, invertendo uma lógica de anos e que, já em outros períodos, mostrava-se irreal.
Com mais renda, o brasileiro também investiu na educação – mas não ainda em patamares ideais -, mudando a composição dos casais. De acordo com o Instituto, homens e mulheres, em sua maioria, têm procurado ligações com pessoas do mesmo nível. Em 2010, 68,2% dos casais tinham o mesmo grau de instrução, três pontos percentuais acima do perfil levantado em 2010.
Trata-se de um novo país, com inéditos desafios, como o que fazer com a juventude, cada vez mais ansiosa para ingressar no mercado de trabalho, encontrando, porém, dificuldades para o primeiro emprego. A falta de oportunidade tem produzido situações preocupantes, como o crescimento da violência entre 14 e 29 anos, fruto, muitas das vezes, da insegurança em relação ao futuro.
A partir destes dados, é fundamental investir em ações envolvendo, sobretudo, essa nova composição dos lares, que continua sendo a âncora de toda a estrutura social. Os dados da violência, apurados em outras pesquisas, indicam, também, que a gênese está nas famílias desestruturadas. Com os números à mão, o Estado não pode errar se quiser garantir um futuro adequado para as novas gerações.










