PELA PARCERIA


Por Tribuna

13/06/2012 às 07h00

Na edição de ontem, a Tribuna apresentou um quadro misto de aplausos e de indignação. No primeiro cenário, estão as praças que foram ocupadas por parceiros a quem coube a responsabilidade por sua gestão, num trabalho conjunto com a Prefeitura, para garantir a sua qualidade. Dois casos são emblemáticos: a Praça Armando Toschi, no Bairro Jardim Glória, e a praça do trevo do Bom Pastor. Em ambas, é possível passar e permanecer, não só por conta dos serviços prestados por bares e lanchonetes, mas também pela conservação do local.

No segundo cenário, vários espaços estão degradados não apenas pela ação do tempo, mas por um outro tipo de ocupação, que, ao invés de recursos, gera danos ao patrimônio e insegurança para a população. Em muitas delas, moradores de rua fazem sua guarida, como é possível verificar, por exemplo, na praça em frente ao Cemitério Municipal, na qual eles se distribuem em barracas e deixam seu lixo espalhado. Em outras, a situação é mais grave por conta do consumo de drogas.

Em situações distintas, é possível considerar que o Poder Público, a quem cabe a competência inicial pelo zelo dos espaços, deve investir em parcerias, a fim de qualificar as praças que ainda não obtiveram esse benefício. Em vários países, e não é preciso atravessar o Atlântico, a vocação pelos espaços públicos tornou-se uma referência, como Buenos Aires, mas é possível encontrar exemplos também em Minas, em cidades como Belo Horizonte e Poços de Caldas. Os segmentos produtivos também teriam papel estratégico ao se engajar nessa causa. Todos ganhariam.