META FRUSTRADA
Os prazos do serviço público, em qualquer uma de suas instâncias, sempre são diferenciados das demais atividades, por razões próprias, a começar pela elevada demanda de ações. Portanto, quando o estado anuncia uma licitação, como é o caso das câmeras de vigilância, e divulga sua implantação só no ano seguinte, não há surpresas. É desta forma que o jogo é jogado. O problema, porém, está na recorrência. Por mais de uma vez, Juiz de Fora recebeu a promessa de instalação do serviço em datas mais ou menos acertadas. Era para agosto, passou para setembro e assim por diante. Agora, ficou para 2014, mas seria para o início, meio ou final do ano? Ninguém sabe.
Essa incerteza gera desgastes desnecessários para as autoridades e para a população. Para as primeiras, por conta dos anúncios, nos quais apresentam uma saída para a questão da violência em Juiz de Fora, sobretudo no enfrentamento de gangues pelas ruas. Para a população fica a esperança de ver essa questão superada. A cada nova data cria-se, pois, um espaço para frustração.
Na sua recente visita a Juiz de Fora, o governador Antonio Anastasia anunciou uma série de investimentos, mas passou longe de questões importantes, como a própria política de segurança. Ocorreu, inclusive, uma cobrança do prefeito para aumento do efetivo policial, envolvendo tanto a PM quanto a Polícia Civil. Pelo Twitter, Bruno Siqueira confirmou a conversa com o governador.
O Olho vivo, que estabelece a implantação de câmeras em áreas estratégicas, não pode mais ser preterido, sob o risco de entrar na lista de passivos que podem ir para os palanques de 2014. E o Governo não vai querer ficar com essa conta.











