GESTÃO LOCAL


Por Tribuna

30/04/2013 às 07h00

Desde o início do ano, a discussão em torno do Expominas ganhou um novo elemento: a gestão local. Diversos segmentos empresariais têm advertido que, enquanto não houver um representante que conheça as demandas da cidade e também do mercado, o centro de convenções continuará sendo subutilizado. Construído por iniciativa do ex-presidente Itamar Franco, que lançou a pedra fundamental ainda em seu governo, o espaço passou por várias etapas de problemas. Uma delas, a falta de telefonia, algo incoerente com um centro de negócios. Resolvido esse impasse, a discussão voltou-se para o gerenciamento.

A Codemig, empresa responsável pela gestão dos expominas no estado, não tem, sequer, a previsão de tal cargo. O comando é centralizado pela própria companhia, que, só agora, ante as pressões, avalia a possibilidade. A corrida ao posto, no entanto, já começou. O discurso dos postulantes passa por uma via comum: conhecer as demandas da região, algo que não ocorre, segundo eles, no atual modelo.

De fato, por sua dimensão, o Expominas Juiz de Fora tem uma utilização precária, mas ainda há fatores que precisam ser resolvidos na instância técnica para garantir que ele está definitivamente pronto para ser um centro de negócios. Um deles é o acesso. Hoje, os usuários têm necessariamente que passar por uma rodovia federal de trânsito intenso, algo incoerente quando se trata, por exemplo, de shows e festas. Como o local é uma região de alta incidência de cerração, à noite há o permanente risco na utilização da BR-040. A BR-440 será a principal alternativa, uma vez que, a despeito da rubrica de federal, será uma via local e de acesso, mas também sobre ela pairam dúvidas de quando estará – mesmo parcialmente – pronta.

Já a mudança de gestor é um desafio importante, já que o espaço tem ocupação esporádica. Realizar 17 eventos em um ano, como foi registrado em 2011, por exemplo, está bem aquém das expectativas, sobretudo para um centro de convenção que foi concebido para desafogar as praças de Rio, São Paulo e Belo Horizonte, hoje congestionadas pela ampla procura.