VIAS URBANAS
Quando da sua construção, ainda no início dos anos 1960, a Universidade Federal tinha um campus fechado. O acesso ocorria apenas pela região de São Pedro, e nem se podia imaginar uma ligação entre a Cidade Alta e São Mateus, pois a primeira só ganhou corpo 20 anos depois, na gestão Mello Reis, quando foi criado o Plano Diretor da Cidade Alta. A ligação pelo Acesso Sul é uma concepção do reitorado de João Martins Ribeiro, com a construção da Curva do Lacet, onde hoje se situam um shopping e a consequente extensão da Avenida Independência, complementando a então Avenida Independência, hoje Itamar Franco.
Foram mudanças ao longo dos últimos 50 anos que ora refletem na mobilidade urbana da região. O que não se previa é que o Campus, em vez de um espaço próprio para estudo, também se transformasse numa via de passagem. O Acesso Sul surgiu para ligar a Universidade à região de São Mateus, e não para fazer uma conexão entre esta e São Pedro. Com o tempo, porém, a facilidade virou problema, inclusive para os usuários que esbarram em engarrafamentos diários na saída Norte, fruto de um afunilamento de pista, que só agora está sendo resolvido.
A decisão da UFJF de dar prazo de um ano para a prefeitura resolver o impasse soa como mais um problema, pois não dá para a atual gestão discutir um tema que já não lhe compete tal a premência do tempo, mas está mesmo chegando a hora de colocar o assunto na mesa antes que a questão se torne irreversível. Um novo acesso é necessário para evitar o comprometimento do campus, mas também para evitar que as possíveis passagens – já previstas em planos viários anteriores – não fiquem comprometidas pela ocupação urbana.
O novo desafio deve ser enfrentado, uma vez que, como as demais metrópoles, Juiz de Fora vive um período de ocupação acelerada. A partir do ciclo virtuoso da economia, o acesso ao automóvel deixou de ser um luxo para ser uma utilidade, tornando as vias urbanas espaços saturados. O campus, nos moldes atuais, não seria diferente.











