AVENIDA BRASIL


Por Tribuna

26/07/2013 às 07h00

Os especialistas têm razão quando dizem que a Avenida Brasil foi construída aos poucos. De fato, houve um tempo em que não havia ligação do trecho entre as pontes da Rua Halfeld e da Rua Carlos Otto, da mesma forma que inexistia o prolongamento após a Ponte de Santa Terezinha, mas é necessário considerar que, a despeito deste movimento urbano, fruto do próprio crescimento da cidade, a via tem que ser olhada como válvula de escape para o futuro. Daí, a importância dos investimentos já em curso e de outros que precisam ser feitos.

Com a construção de mais pontes, em projetos já elaborados no governo passado e outros em elaboração no atual, será possível mudar o perfil das duas pistas, com a implantação do sistema binário. Hoje, por força dessa própria dificuldade de mudanças, em alguns trechos, a avenida virou rua comum, com carros se espremendo nos gargalos criados pelo próprio estreitamento da pista, colocando em risco não apenas os pedestres, mas também os próprios usuários. Ademais, ela é ponto de passagem de caminhões de grande porte advindos da BR-267, via Bicas, e escoadouro de uma considerável frota de ônibus.

Como uma das principais artérias da cidade, a Avenida Brasil paga pelo adensamento urbano e, principalmente, pelo aumento da frota de veículos. Os vários gargalos precisam ser revistos, a fim de garantir a desmobilização, inclusive de outras vias, como a própria Avenida Rio Branco, hoje sobrecarregada, sobretudo nos horários de pico.

De acordo com a Secretaria de Transportes, o binário deverá reduzir esses problemas, mas, dentro da própria dinâmica das cidades, as administrações têm que estar sempre um passo à frente dos fatos, a fim de evitar exatamente os problemas que permeiam as metrópoles, algumas delas já sob o risco de parar.