O MUSEU É NOSSO
Usualmente, quando se fala da vocação turística de Juiz de Fora, o senso comum indica que a cidade, com uma topografia comprometida pelas montanhas, não tem atrativos, devendo, pois, se dedicar ao chamado turismo de eventos. A alternativa é boa, mas, na maioria das vezes, há um esquecimento generalizado de que a cidade é sede de um dos maiores acervos do Império. O Museu Mariano Procópio é uma referência nacional, mas se encontra fora das listas da própria cidade por conta de sua atual situação. Fechado desde 2008, só agora começa, de fato, a receber investimentos para a reabertura de seus salões.
Na edição de domingo, a Tribuna inaugurou uma série de matérias sobre o local, sob a chancela de O museu é nosso, apontando para a importância do patrimônio do qual os juiz-foranos devem se orgulhar. A meta é também apontar para a necessidade de sua reabertura, uma vez que diferentes gerações não o conhecem. Afinal, se aproxima de uma década desde que o acesso ao público foi vedado, se restringindo apenas ao parque. No sábado, o prefeito Bruno Siqueira anunciou um novo aporte financeiro para as obras de restauração, da ordem de R$ 1 milhão, proveniente do Ministério da Cultura, através de emenda do deputado Marcus Pestana. A deputada Margarida Salomão também tem contemplado o espaço com suas emendas.
O museu está acima da questão partidária, o que faz dele um mote para a ação conjunta das lideranças políticas. Os recursos articulados até agora completam o investimento anunciado pelo Instituto Brasileiro de Museus, através da Petrobras e do convênio com a MRS Logística, antevendo que, desta vez, a promessa de reabertura pode se transformar em realidade e abrir uma fonte de turismo. O Museu Imperial de Petrópolis, na Região Serrana do Rio de Janeiro, recebe delegações de todo o país por conta de seu acervo. O de Juiz de Fora, talvez da mesma importância, pode ser uma nova rota.











