TIMES EM CAMPOGO
Em sua visita a Itajubá, a presidente Dilma Rousseff disse não estar de salto alto e nem pensando nas eleições do ano que vem. Sua preocupação é governar. Na teoria, o discurso é perfeito, mas nem ela e nem os demais pré-candidatos estão alheios ao processo sucessório de 2014. Só pensam naquilo. Mesmo a dupla Eduardo Campos e Marina Silva, que adotou o mote 14 só em 14, indicando que a definição do processo só deve ocorrer no ano que vem, está respeitando tal proposta. A ex-ministra, depois de embarcar no projeto do PSB sem abrir mão dos princípios da Rede Sustentabilidade, fala mal da presidente Dilma um dia sim e no outro também, marcando uma postura de oposição, embora, pelo menos em tese, seja o governador, e não ela, o cabeça de chapa.
Na instância tucana, o senador Aécio Neves faz marcação cerrada aos passos da presidente da República e a critica até quando inaugura empreendimentos em Minas Gerais, estado de ambos, mas ainda não resolveu questões importantes da sua agenda, a começar pela situação do ex-governador José Serra, que decidiu continuar no território tucano sob a garantia de que o candidato a presidente ainda não está definido. Aécio topou, mas, de certa forma, se fragilizou por conta do voto paulista, estratégico em qualquer eleição. Bater de frente com os serristas seria ter problemas no maior colégio eleitoral. Por isso, cede os anéis para não perder os dedos.
O dado perverso desse cenário está no modo como as questões estão sendo tratadas: todas motivadas pelo viés eleitoral, quando há pontos importantes que precisavam ser superados dentro e fora do Congresso Nacional. A reforma política, um pleito que beira à unanimidade, continua emperrada nas comissões especiais do Legislativo ante a completa falta de entendimento entre os partidos. Cada um tem uma reforma própria, não havendo interesse em se fazer um acordo de conciliação. O país vai para as urnas do ano que vem com o mesmo modelo, que poderá se repetir em 2016 e daí por diante.Uperevir ibutestrec oporum











