CASA PRÓPRIA

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Adicionar Tribuna de MinasQuando surgiram os primeiros enfrentamentos nos condomínios do projeto Minha casa, minha vida, a discussão recorrente, e que ainda prevalece, foi a mistura de identidades distintas num mesmo espaço. Além disso, muitas famílias foram apartadas, já que não há espaço para todos. Finalmente, uma outra questão envolvia o número de residências colocadas à disposição, considerado alto. O ideal seriam conglomerados de menor porte, a fim de facilitar a integração das comunidades.
As propostas discutidas em recente audiência pública são positivas, por demonstrarem o interesse de lideranças em resolver as dificuldades destes espaços, criados para solucionar demandas de milhares de pessoas que lutam pelo direito à casa própria. Em Juiz de Fora, alguns desses espaços acumulam problemas, sobretudo de segurança, em boa parte por conta do tráfico. É necessário destacar, porém, que a venda de compra de drogas não é exclusiva de comunidades mais carentes. Na última segunda-feira, a polícia desmontou um ponto de venda em ponto nobre da cidade, no qual se vendia a supermaconha, embalada a vácuo.
As propostas apresentadas na audiência devem, agora, ser avaliadas pela Caixa Econômica Federal, financiadora do projeto, e pela Prefeitura, a quem cabe a cessão do terreno e o gerenciamento da ocupação. Trata-se de uma operação em que todos esses fatores devem ser levados em conta, para proteção dos próprios beneficiários. As pessoas sorteadas, ao realizarem o sonho de sair do aluguel, fazem uma aposta para a vida inteira, o que pressupõe, de imediato, que não buscam áreas conflagradas e nem de vizinhança hostil. Solucionar essa questão é a chave de todo o processo.









