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Coluna 04 07:00:00-12-2011

Por PAULO CÉSAR MAGELLA

MANDA QUEM PODE

A decisão da presidente Dilma Rousseff de dar uma sobrevida ao ministro do Trabalho, Carlos Lupi, mesmo ante a recomendação de demissão feita pelo Conselho de Ética – fato considerado por muitos como um gesto contra um órgão especial do Governo -, não é vista como uma ação de resistência da presidente. Na avaliação do cientista político Paulo Roberto Figueira, da UFJF, o não acatamento da demissão agora, como sugerido pelo Conselho, indica que talvez Dilma tenha se sentido de tal modo pressionada que resolveu dar ao ministro um tempo extra exatamente para sinalizar que a escolha é dela, e que ela não cede a pressões. Paulo Roberto observa que a presidente tem dado sucessivas demonstrações de que é muito ciosa das prerrogativas do cargo. Ela já tomou decisões que contrariaram o PT e os partidos aliados da base, bem como suas bancadas congressuais. Frequentemente, ela tem reafirmado que as escolhas da Presidência cabem exclusivamente a ela.

Sobrevida

O ministro do Trabalho talvez já tivesse caído por conta das denúncias de ter sido funcionário fantasma durante cinco anos, quando dividiu cargos com carga horária semelhante no Rio de Janeiro e Brasília, que desagradaram profundamente à presidente. Para o professor Paulo Roberto Figueira, o tom incisivo da recomendação do Conselho de Ética, no sentido de demitir Lupi, pode, paradoxalmente, ter dado sobrevida a ele. Mas continua praticamente certo que ele sai, se não nas próximas semanas, pelo menos na reforma de janeiro, quando o ministério será muito mais de Dilma do que em 2011.

Cancelas

Na próxima terça-feira, quando o vereador Isauro Calais irá se reunir na Câmara com representantes de cerca de 50 condomínios de Juiz de Fora, a proposta central será mostrar ao Ministério Público não só os danos que a decisão de retirar cancelas pode provocar, com demissões em massa, mas, sobretudo, com a segurança. Hoje, as cancelas servem de controle no acesso, assim como aumentam a percepção de segurança dos moradores. O impasse surgiu por iniciativa do promotor Júlio César da Silva, que não está mais em Juiz de Fora.

Audiências

Como o ciclo de reuniões ordinárias será realizado durante a primeira quinzena do mês, para evitar coincidências com as festas de fim de ano, as audiências públicas cumprirão o mesmo calendário na Câmara. A primeira delas está programada para esta segunda-feira, quando, a pedido do petista Flávio Cheker, será debatida a situação do município na prevenção e combate a incêndios. Ele tomou por base o episódio do início do mês passado, ocorrido no Centro de Juiz de Fora, quando seis lojas foram consumidas pelas chamas.

Internet e 3G

A segunda audiência será no dia 7, por requerimento de Noraldino Júnior (PSC), para tratar da oferta de serviços de internet e 3G, além dos custos dos serviços e da qualidade da telefonia móvel na cidade. No dia seguinte, será discutida a inserção dos artistas de Juiz de Fora na mídia local. O vereador Roberto Cupolillo (PT) apresentou o pedido para ouvir artistas e diretores das emissoras de rádio, além de conselhos municipais de Cultura e Turismo e da Cooperativa dos Músicos de Minas Gerais. A última será dia 12 para avaliar o Serviço de Verificação de Óbito, pedido por José Fiorilo (PDT).

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