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Coluna 23 07:00:00-06-2013

Por PAULO CÉSAR MAGELLA

O QUE VIRÁ

Até mesmo os especialistas estão perplexos com as manifestações e, sobretudo, pela forma como estão ocorrendo. No entendimento de muitos, não dá para fazer qualquer previsão sobre o que virá pela frente, já que não há lideranças formais que possam dar forma ao movimento e abrir canais de negociação. Os atos de violência dos últimos dias aguçaram ainda mais a preocupação, uma vez que, em não havendo interlocutores, o Estado fica sem referência, sendo obrigado a negociações pontuais, como ocorreu com o Movimento pelo Passe Livre, que, por sinal, já deixou o movimento. Só que as demais pautas são amplas e estão sendo atendidas pontualmente, como a redução das tarifas nos municípios que deram reajustes este ano.

Levantamento

A Confederação Nacional dos Municípios (CNM) elaborou um levantamento em todas as regiões do país com o objetivo de apurar o número de municípios onde ocorreram manifestações. De acordo com o presidente da entidade, Paulo Ziulkoski, a pesquisa apontou que o povo foi às ruas em pelo menos 438 cidades, e a mobilização contou com a participação de mais de dois milhões de pessoas. Os números, porém, podem estar defasados, já que não levaram em conta as manifestações de sexta-feira e, muito menos, as de ontem.

Mudanças

A Câmara aprovou mudanças na composição do Conselho e do Fundo Municipal de Turismo, de acordo com mensagem do Executivo, para, segundo a justificativa, dar agilidade, transparência e participação mais democrática das entidades voltadas para o turismo. Onde era permitido o ingresso de apenas um representante de cada segmento, passam a ser admitidas todas as entidades do setor, interessadas em participar do Conselho. Também foi proposto e aprovado o aumento de três para cinco no número de membros do Conselho Fiscal.

Nome próprio

Embora o senador Aécio Neves tenha definido que a divulgação do nome do candidato ao Governo de Minas pelo seu grupo só deve ocorrer em novembro, ou até mesmo no início do ano que vem, a militância tucana já saiu em campo, exigindo que, a despeito do prazo, o indicado deva ser do partido. A nota contrasta com o atual cenário, no qual, mesmo com os nomes dos deputados Marcus Pestana e Dinis Pinheiro, também é pré-candidato o vice-governador Alberto Pinto Coelho, filiado ao PP, e que tem dado provas de fidelidade ao senador e, especialmente, ao governador Antonio Anastasia.

Programa

A nota divulgada na última sexta-feira é assinada pelas instâncias do PSDB como Mulher, Sindical e Núcleo da Militância Negra. Ela destaca que o partido tem um quadro de pessoas comprometidas com Minas Gerais, com capacidade e competência para dar continuidade aos avanços promovidos por Aécio Neves e Antonio Anastasia nos últimos dez anos. Sem citar nomes, as lideranças explicitam as realizações da gestão tucana, especialmente nas áreas de saúde e educação, segurança e infraestrutura, e anunciam pleitos que serão levados às ruas.

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