SOB PRESSÃO
Antes do período de férias de fim de ano e do primeiro mês de janeiro, quando os políticos entram em recesso, algumas definições devem sair até a primeira metade de dezembro. Diversos políticos, sobretudo da Câmara Municipal, mesmo a contragosto, devem se apresentar como candidatos nas eleições do ano que vem. A pressão vem dos diretórios estaduais sob a pretensão de buscar puxadores de votos para suas legendas. Mesmo sem a perspectiva de vencer, alguns vereadores já receberam os primeiros avisos. Trata-se de uma estratégia que não surpreende, pois em todas as eleições há o jogo de candidatos próprios para formar legenda. Um deles garantiu a interlocutores que dificilmente vai escapar da disputa, mesmo não tendo interesse em ser candidato. Por outro lado, a fila dos que querem também é grande, já que ir para o palanque garante visibilidade para o próximo pleito.
Por consulta
Tão logo terminou a reunião dos taxistas com a Settra, em mais uma rodada de discussão sobre como enfrentar a violência, entrou na internet a discussão da consulta decidida no encontro. Os profissionais vão indicar, por votação, qual a maneira efetiva para garantir seu trabalho. São três as opções, que, no entanto, não se excluem: cabine de segurança, na qual o motorista fica isolado do passageiro, rastreador e câmera de vigilância. A cabine é a questão mais polêmica não só por conta do custo como pela comodidade do profissional.
Favorável
Foi aprovado ontem em segundo turno, na Comissão de Fiscalização da Assembleia, parecer favorável a projeto do Governo reajustando em 5%, a partir de 1º de outubro, o subsídio das carreiras do Grupo de Atividades de Educação Básica e da carreira de professor de ensino médio e tecnológico da rede estadual. Um substitutivo do deputado Lafayette Andrada (PSDB) estabeleceu a retirada do prazo máximo para a concessão de mais 2,5% de reajuste ao servidor que estiver posicionado no último grau de qualquer um dos níveis das tabelas das carreiras.
Nova regra
A Câmara dos Deputados parece já ter se esquecido dos episódios de agosto, quando o povo foi às ruas se manifestar. O presidente da instituição, Henrique Eduardo Alves, embora ele próprio tenha decidido o contrário, anunciou ontem que vai levar para o plenário a decisão de cassar ou não o mandato dos deputados condenados pelo mensalão, a começar por José Genoino. O Supremo Tribunal já havia decidido que a cassação era automática, e a Câmara, depois do caso Donadon – preso, mas com mandato -, tinha mudado seu entendimento.
Aposentadoria
Doente, não precisando sequer de laudo para constatar seu estado, o deputado José Genoino, ora em regime semiaberto, está pleiteando a prisão domiciliar, mas a discussão na Câmara tem outras implicações. Ele, quando estava fora do Legislativo, pediu aposentadoria, por ter mais de 20 anos de casa. Com o novo mandato, poderia ter um salário de até R$ 26 mil. Se tirarem-lhe o mandato, perde o benefício, daí o esforço de alguns setores em acelerar sua aposentadoria antes de a cassação entrar na pauta da Casa.




