A presença da ex-ministra Marina Silva é estratégica para a oposição, a fim de levar as eleições para o segundo turno. Esta é a principal leitura da mais recente pesquisa do instituto MDA, encomendada pela Confederação Nacional dos Transportes, divulgada ontem. Sem Marina, a presidente venceria já na primeira rodada. Na simulação em que a petista tem como adversários Aécio Neves (PSDB) e Eduardo Campos (PSB) – atualmente o cenário mais provável -, ela obtém 43,5% das intenções de voto. Nesse cenário, Aécio obteve 19,3%, e Eduardo Campos (PSB), que se aliou a Marina Silva, 9,5%. Segundo o instituto MDA, não haveria segundo turno se Dilma disputasse a reeleição contra esses dois adversários. No confronto direto, ela venceria qualquer um de seus oponentes, inclusive Marina. A pesquisa revela ainda que 20% dos eleitores votariam em branco, nulo ou em nenhum dos candidatos. Apenas 7,8% não responderam.
PRIMEIRO TURNO
Ainda é cedo
Os candidatos da oposição têm dito que não há surpresa nos números, uma vez que somente a presidente tem presença diária na mídia, além de ter um expressivo poder de agenda, o que no popular se diz que tem a caneta na mão. Entre os tucanos e socialistas, o discurso é de que no ano que vem, quando os atores estarão oficializados, a situação pode se inverter. Por enquanto, tanto Aécio quanto Eduardo Campos têm pendências internas a resolver. Campos, com Marina Silva, que o engessou, e Aécio, com José Serra, que insiste em também ser candidato.
Bandeira dois
Embora não estivesse programado, o prefeito Bruno Siqueira acabou aparecendo na reunião entre técnicos da Settra, representantes da área de segurança – PM, Guarda Municipal – e taxistas para discutir soluções para a insegurança que tem sido rotina, especialmente na bandeira dois. O prefeito relatou aos participantes que irá na semana que vem a Belo Horizonte. Acompanhado do deputado Marcus Pestana, vai se encontrar com o secretário de Defesa Social, Rômulo Ferraz, e a situação dos taxistas vai entrar na discussão.
Mais vagas
Boa notícia para os candidatos a deputado federal por Minas Gerais no pleito de 2014. O presidente da Câmara dos Deputados, Henrique Eduardo Alves, deve colocar na pauta, já na semana que vem, projeto – já aprovado no Senado – que revisa o tamanho das bancadas no Congresso. Segundo maior colégio eleitoral do país, Minas teria mais duas cadeiras na Câmara. O vizinho Rio de Janeiro, terceiro maior colégio, perderia uma cadeira. Sem consenso, os partidos liberaram seus deputados para votar.
Pé atrás
Embora os próprios partidos desconheçam sob que regras serão realizadas as eleições do ano que vem, as articulações já estão em pleno curso para formação da lista de candidatos. Em Juiz de Fora, onde a relação será expressiva, também se desenvolve um outro debate: a busca de apoio de lideranças, sejam elas políticas, religiosas, populares ou empresariais. Um dos assediados foi o pastor Aloísio Penido. No entanto, segundo os mais próximos, ele está ressabiado com as promessas que tem recebido de alguns candidatos. Para Penido, quem muito promete não cumpre depois.




