SENHOR DO TEMPO
O senador Aécio Neves é o senhor do tempo na sucessão estadual. Caberá a ele definir não só quem vai disputar a vaga de Antonio Anastasia, mas também quando deve começar a campanha em Minas Gerais. Tem três opções diretas envolvendo os nomes dos deputados tucanos Marcus Pestana e Dinis Pinheiro e do vice-governador Alberto Pinto Coelho, mas todos eles já foram orientados a esperar, pois ainda há pontos a serem resolvidos. A hipótese de um quarto nome, no caso, o do prefeito de Belo Horizonte, Marcio Lacerda, é remota, pois ele tem dito que pretende cumprir o mandato integralmente. Mas como em política as decisões são sempre passíveis de mudança, os próprios pré-candidatos atuam sob o signo da incerteza. Há também a dúvida sobre o próprio governador. Sem direito a mais um mandato, pois o atual já é de reeleição – ele foi vice de Aécio e assumiu os últimos oito meses da gestão -, Antonio Anastasia está sendo cotado para disputar o Senado, mas ele próprio resiste à ideia, por achar que não tem perfil para o Legislativo. O deputado Marcus Pestana entende que ele não ficaria desconfortável no Senado, pois se trata de uma casa menor e com políticos que já viveram a mesma experiência.
Trava tudo
A consequência do silêncio de Aécio é a agenda dos demais candidatos que fica travada. O próprio Pestana vive essa situação. Potencial candidato ao Governo, não pode se desligar do projeto de deputado federal. Sou candidato à reeleição, responde àqueles que indagam sobre seu futuro político. Num jogo de tantas opções, ele sabe que não pode apostar num só cavalo. Já Dinis Pinheiro tem dito que, se não for candidato ao Governo, sai da vida pública, mas passará a vaga para sua irmã. Alberto Pinto Coelho, se Anastasia disputar o Senado, será governador pelo menos por oito meses.
Expectativa
O PMDB também vive um cenário de expectativa, pois suas lideranças estão divididas sobre a sucessão. A ida do deputado Antônio Andrade para o Ministério da Agricultura foi uma articulação para atrair o PMDB para o palanque de Fernando Pimentel, mas há resistências. O deputado Leonardo Quintão, que já foi para o sacrifício na primeira disputa com Marcio Lacerda, levando a eleição para o segundo turno, está de malas prontas para desembarcar do partido. Ele não gosta das articulações e, embora dirija o diretório municipal de Belo Horizonte, pode migrar para o PSB e ser candidato.
Assediado
O presidente do diretório estadual, Saraiva Felipe, é outro que tem um discurso que não dá garantias a ninguém. Quando indagado, diz que o partido caminha para ter candidato próprio, sendo o senador Clésio Andrade o nome indicado. Segundo Saraiva, ele não só saiu na frente como está percorrendo o estado fazendo campanha. O senador, no entanto, está sendo assediado não só por Fernando Pimentel, que pode fazer dele seu candidato a vice – como Aécio fez em 2002 -, mas também pelo próprio PSDB, já tendo sido contatado por interlocutores tucanos.
Pelo idoso
A campanha de enfrentamento da violência contra os idosos tem mesa-redonda nesta segunda-feira, mas será uma reunião de trabalho aberta somente para a imprensa. Além do prefeito Bruno Siqueira, vão participar representantes da Promotoria de Justiça, 4ª Região de Polícia Militar, 4º Departamento de Polícia Civil, secretarias de Saúde e de Assistência Social, Amac, Conselho Municipal dos Direitos do Idoso e Comissão Permanente de Defesa dos Direitos do Idoso da Câmara. Ainda esta semana, dia 12, ocorre a primeira marcha contra a violência, às 8h, com saída da Câmara Municipal.




