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Coluna 27 07:00:00-10-2013

Por PAULO CÉSAR MAGELLA

VOTO FACULTATIVO

Entre diversas propostas em discussão, o grupo parlamentar que trata da reforma política aprovou, na última quinta-feira, a adoção do voto facultativo no país. Hoje, ele é obrigatório, mas o baixo valor das multas tem induzido a faltas sistemáticas nos pleitos, pois basta justificá-las. O texto é apenas uma indicação, pois depende ainda dos plenários da própria Câmara Federal e do Senado. Trata-se de uma discussão que ainda não foi pacificada. O cientista político Diogo Tourino, da Universidade Federal de Juiz de Fora, por exemplo, é contra. Acho que há um elemento republicano no voto, o de tirar as pessoas do conforto das suas vidas privadas, convidando-as a participar das deliberações coletivas. O professor considera o voto como um dever, e não como um direito. Ele acha prematuro estabelecer o impacto da mudança pela falta de meios para se avaliar hoje quem votaria se o voto fosse facultativo. Nos EUA, o candidato tem, primeiro, que convencer o eleitor a votar, e depois votar nele. Creio que hoje se pensa na totalidade do país, quando muito, pois todos votam, concluiu.

Em ascensão

O vereador Noraldino Júnior é figura em ascensão no PSC. Ele foi chamado a Belo Horizonte para assumir a segunda vice-presidência do diretório estadual, no lugar do ex-deputado Mário de Oliveira. O vereador está na lista dos pré-candidatos a deputado estadual, mas pode viver uma experiência em Brasília, se for adiante o processo movido pelo partido contra o deputado Stéfano Aguiar. Este migrou para o PSB sem uma motivação sólida, dando ao seu antigo partido o direito de pedir de volta o seu mandato. Se o TSE tiver esse entendimento, Noraldino assume a vaga.

Candidaturas

As atenções, no entanto, não se restringem aos próximos passos do vereador, embora o suplente, José Manoel, já esteja pronto para assumir a vaga. Também se discute entre os vereadores o futuro de candidaturas fora da Câmara, inclusive nos escalões da Prefeitura. Entre os secretários, o político mais provável para ir aos palanques é o diretor da Emcasa, dr. Luiz Carlos, que pode tentar uma vaga na Câmara Federal, mas tudo depende de articulações. No segundo escalão, também haverá desincompatibilizações.

Telefonia

Os vereadores que fazem parte da Comissão de Telefonia – Chico Evangelista, Vagner Oliveira, Noraldino Júnior e João do Joaninho – vão quarta-feira a Belo Horizonte para reunião com técnicos da Anatel. Na pauta, as chamadas zonas de sombra, que em Juiz de Fora proliferam por diversos pontos da cidade. Algumas delas, aliás, já foram mapeadas pelos próprios usuários, que costumam dizer aos interlocutores que a ligação vai cair quando passam por determinados trechos.

Adoção

Uma questão que não é estranha à vida forense está na agenda dos deputados estaduais. A Comissão de Direitos Humanos da Assembleia, em audiência pública na próxima terça-feira, vai discutir a adoção provisória revertida. O motivo foi o caso de uma menina de quatro anos que, por decisão judicial, deverá retornar ao convívio dos pais biológicos, após viver por cerca de dois anos e meio com uma família adotiva. Ela tinha sido apartada dos verdadeiros pais por causa de maus-tratos. A família adotiva recorreu, mas a sentença foi mantida. O tema, agora, é político.

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