FALTA O CARGO
A posse do empresário Aloísio Vasconcelos à frente do Expominas ainda depende de detalhes importantes, a começar pelo principal: a criação do cargo que não existe na estrutura da Codemig, empresa responsável pela gestão dos centros de convenção de Juiz de Fora e de Belo Horizonte. No início da semana, ele esteve em Belo Horizonte, fez os exames médicos e apresentou a documentação, mas voltou sem data para a posse. Como se trata de uma empresa de economia mista, a criação de qualquer cargo dependeria de autorização da Assembleia, o que pode adiar o início das ações do empresário. Com muitos padrinhos, entre eles o secretário de estado da Saúde, Antônio Jorge Marques, o deputado Lafayete Andrada e o vereador Julio Gasparette, Aloísio também teve o respaldo de diversas entidades empresariais, como a Associação Comercial, que já presidiu, Centro Industrial, Câmara dos Dirigentes Lojistas, Sindicato da Construção Civil, entre outros. Todos consideram que um gestor local é a maneira mais prática de dar viabilidade ao Expominas, hoje um problema para a própria Codemig, pois seu resultado ainda está abaixo da expectativa.
Com Pimentel
No mesmo dia em que participou com o prefeito Bruno Siqueira da audiência com o ministro dos Transportes, César Borges, a deputada Margarida Salomão também se encontrou com o ministro Fernando Pimentel, do Desenvolvimento. Desta vez, a agenda era política e girou em torno da sucessão estadual. Com respaldo de sua legenda, já sem o problema da divisão interna, ele, na avaliação da parlamentar, está muito disposto, trabalhando pela ampliação das alianças. Na véspera, em jantar, reuniu os peemedebistas Toninho Andrade, Valdir Raup e Clésio Andrade.
Nova proposta
Antônio Andrade é ministro da Agricultura e foi um dos fiadores da candidatura de Bruno Siqueira à Prefeitura, e Raup é presidente em exercício do diretório nacional do PMDB. A presença de Clésio, porém, foi a mais emblemática, pois ele se articula também para ser candidato ao Governo de Minas. Segundo Margarida, trata-se de um legítimo direito, que pode se consolidar também numa chapa majoritária entre os dois partidos. As conversas vão prosperar. A meta é apresentar aos mineiros uma proposta de mudança, voltada para o desenvolvimento do estado.
Sua vaga
Já ao final da audiência pública em que se tratava da saúde mental, quarta-feira, na Câmara, o vereador Rodrigo Mattos, momentaneamente dirigindo a sessão, chamou o secretário de Saúde, José Laerte, para fazer sua exposição. Por força do hábito – ambos foram colegas de bancada por quatro anos -, o chamou de vereador. Bem-humorado, o secretário, dirigindo-se ao próprio Rodrigo, entrou no clima: Excelência, para eu ser vereador, precisa-se de uma vaga, no caso, a sua. O público, a despeito da aridez do tema da audiência, teve um momento de descontração.
Ato corajoso
Na mesma audiência, o vereador Wanderson Castelar (PT), que recentemente se declarou como oposição dura ao Governo municipal, surpreendeu os pares ao elogiar a postura do prefeito Bruno Siqueira e do secretário de Saúde, José Laerte, que resolveram dar um basta ao verdadeiro show de horrores a que eram submetidos os pacientes do setor de saúde mental da cidade. O secretário teria assumido o compromisso com os vereadores e autoridades de que nenhum paciente irá voltar para casa se a família não tiver condições de recebê-lo.




