O ex-presidente da Associação Comercial Aloísio Vasconcelos já realizou até exames médicos para assumir a direção do Expominas Juiz de Fora. Ele esteve em Belo Horizonte na última segunda-feira, conversou com a direção e acertou todos os detalhes. De retorno a Juiz de Fora, recebeu, já na estrada, telefonema do presidente da Câmara, Julio Gasparette, confirmando aval do governador Antonio Anastasia, só restando a posse, que poderia ser até mesmo hoje. Vasconcelos, no entanto, quer se resguardar de alguns detalhes. Pelo projeto atual, ele seria o responsável pelo Expominas, mas toda a infraestrutura de gestão continuaria em Belo Horizonte. Segundo ele, o ideal é ter uma equipe própria de trabalho, pois não quer ser apenas um representante, e sim o responsável por otimizar as ações no centro de convenções. Por conta disso, ele espera convencer a Codemig, a quem o Expominas é ligado, a atender às suas demandas, mas garantiu que deve ser apenas uma questão de tempo, já aceitando assumir a função.
CENTRO DE CONVENÇÃO
Mobilidade
Uma direção local para o Expominas tem sido pleiteada há tempos por lideranças políticas e empresariais de Juiz de Fora, sob o argumento de terem melhor conhecimento do local e mais mobilidade para procurar eventos em outras praças. Como a Codemig também gerencia o Expominas de Belo Horizonte, muitos consideram que ela faz da cidade uma segunda opção. Por conta disso, o lobby em defesa de um nome local cresceu desde o início do ano, tendo até mais de um candidato ao cargo. Se não houver contratempos, porém, a vaga fica com Aloísio Vasconcelos.
Maioridade
A redução da maioridade penal para 16 anos, considerada vital pela opinião pública e por segmentos importantes do país, não deve ter guarida da OAB. Em depoimento na Comissão de Constituição e Justiça do Senado, o presidente do Conselho Federal da Ordem, Marcus Vinícius Coêlho, considerou a decisão inadequada. E justificou: o sistema carcerário não cumpre sua função de ressocializar ou recuperar. Colocar adolescentes cumprindo pena com adultos não ajudará em nada a segurança pública. Ao contrário, irá comprometer ainda mais o sistema.
Ficha Limpa
Uma comissão especial da Câmara aprovou uma minirreforma, que possa valer já nas eleições do ano que vem. Ela, no entanto, não avança em questões polêmicas. Uma das propostas é adiar ao máximo a campanha, que deve começar somente em agosto, com convenções em julho. A outra também fixa entendimento do STF de que o prazo da pena de oito anos de inelegibilidade para quem for enquadrado na Lei da Ficha Limpa passa a contar a partir da condenação por órgão colegiado, independentemente do tempo que levarem os eventuais recursos contra a punição.
Carga horária
O plenário da Assembleia aprovou ontem projeto que regulamenta a jornada de trabalho de membros da Polícia Militar e do Corpo de Bombeiros, de autoria do deputado Sargento Rodrigues (PDT). Pela norma, os comandantes gerais terão 90 dias, contados a partir da data de publicação da lei, para estipular essa carga horária. Segundo o deputado, dos servidores estaduais com dedicação exclusiva, os militares, até então, eram os únicos que não tinham carga horária fixada em lei. Uma emenda estabeleceu que eles terão que cumprir a carga de 40 horas semanais.




