ALIANÇA PARTIDÁRIA
Lideranças políticas de partidos que compõem a base do Governo tucano em Minas reuniram-se ontem em Belo Horizonte para montagem formal de um bloco em torno da candidatura do senador Aécio Neves à Presidência da República. Independentemente do que os diretórios nacionais vão decidir, ficou praticamente acertado que em Minas a postura será fechada em torno do ex-governador. Logo após a reunião, o vice-governador Alberto Pinto Coelho e o deputado Marcus Pestana, em coletiva à imprensa, ressaltaram a unidade e lembraram que a decisão aceita foi de todos caminharem unidos nesse projeto. Ambos, no entanto, rejeitaram definir nomes quando a conversa derivou para a sucessão em Minas. Na lista dos pré-candidatos, Pinto Coelho e Pestana ressaltaram que o calendário não será pautado pela oposição. A regra do jogo tem etapas e decisões precipitadas que não acrescentam nada, ressaltou o vice-governador. Nós temos o tempo certo e estamos discutindo com vários partidos, enfatizou Pestana, destacando que é preciso respeitar também o tempo das demais legendas.
Novo encontro
Embora não tenha sido definida a data, ficou acertado que haverá uma nova reunião para formalizar as formas de concretização do momento partidário. Todos estão solidários com a candidatura de Aécio. Todos participarão, mas as formas serão definidas nas próximas reuniões. Hoje foi o chute inicial, destacou o presidente do diretório estadual do PSDB. Segundo Pestana, o evento de ontem foi a finalização de um projeto de unidade, para que não haja dúvidas sobre a candidatura do senador Aécio Neves à Presidência da República.
Preferência
Em Belo Horizonte há rumores de que o prefeito da cidade, Marcio Lacerda, a despeito de estar filiado ao PSB, possa ser candidato ao Governo de Minas, filiando-se a uma nova legenda, mas tanto Pestana quanto Alberto Pinto acham prematuro fazer qualquer especulação. Segundo eles, Lacerda tem dito que não quer sair da Prefeitura, preferindo cumprir os quatro anos. Ele é quem vai dizer como pretende se inserir nas eleições, destacou Pestana. Ele admitiu que o PSDB pode até abrir mão da cabeça de chapa, embora tenha esse direito, mas a aliança é bem mais importante.
Sondagens
No outro lado da sucessão estadual, o único nome praticamente definido é o do ministro do Desenvolvimento, Fernando Pimentel, pelo Partido dos Trabalhadores, mas o PMDB, seu possível aliado no estado, ainda acalenta sonhos de voo próprio. Para tanto, teria sondado o empresário Josué Alencar, filho do ex-vice-presidente José Alencar, para disputar o posto. Ele também é sonho do PSD de Gilberto Kassab. Mas há um problema. Os políticos filiados ao PSD já adiantaram que em Minas, para a Presidência, fecham com Aécio. Josué reluta em abandonar o comando das empresas.
Calendário
Muitas especulações só vão terminar em outubro, quando termina o prazo para filiações partidárias ou mudanças de legenda. Josué, hoje, não tem filiação, mas também nos espaços locais há discussões em torno do calendário. O reitor da UFJF, Henrique Duque, que pode disputar tanto uma cadeira na Assembleia quanto na Câmara Federal, ainda não escolheu a legenda a que vai se filiar. Há setores que admitem que ele pode até não se inscrever agora, para não queimar etapas. Sem desgastes, seria nome forte nas eleições de 2016 para prefeito. A conferir.




