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Coluna 11 07:00:00-04-2013

Por PAULO CÉSAR MAGELLA

O governador Antonio Anastasia está resistindo às pressões para disputar a única vaga para o Senado nas eleições do ano que vem.Embora, hoje, seja considerado imbatível, ele argumenta que não tem perfil para o Legislativo, já que dedicou toda a sua vida pública a funções executivas. Mas deve ceder, uma vez que o principal interessado é o senador Aécio Neves, candidato à Presidência da República e que vê no aliado um elemento importante para alavancar o PSDB em Minas. A questão em aberto, porém, é como ficaria a disputa estadual. Se Anastasia topar, ele tem que sair em abril do ano que vem, deixando o cargo para o vice, Alberto Pinto Coelho. Este, já interessado na cadeira, seria apenas candidato à reeleição, mas com a caneta na mão. E como o PSDB reagiria? Hoje, pelo menos dois tucanos são potenciais candidatos: os deputados Marcus Pestana e Dinis Pinheiro, que teriam que abrir mão da pretensão em favor do representante do PP. Pinto Coelho, escudado pelo secretário de Governo Danilo de Castro – sem qualquer objeção oficial do governador -, já colocou sua campanha em campo.

SOB PRESSÃO

No palanque

A sucessão em Minas já está nas ruas, embora os candidatos não tenham sido definidos e até se recusem a dizer que estão pedindo votos. Enquanto o senador Aécio Neves tenta convencer o governador Antonio Anastasia a voltar ao palanque, a presidente Dilma Rousseff e o ex-presidente Lula desembarcam segunda-feira em Belo Horizonte para um evento oficial. O pano de fundo, porém, é dar força ao ministro do Desenvolvimento, Fernando Pimentel, candidato pelo PT ao Governo e, por enquanto, sem divisão do partido.

Candidatura

A dúvida fica por conta do PMDB. O partido é o principal aliado do PT em Brasília e que pode, com a indicação do deputado Antônio Andrade para o Ministério da Agricultura, se transformar também no aliado em Minas. Mas há problemas. A ala capitaneada pelo deputado Newton Cardoso e pelo ex-ministro Hélio Costa defende a candidatura própria, tendo à frente o senador Clésio Andrade, que está trabalhando nesse sentido. Uma outra opção seria Josué Gomes, filho do ex-vice-presidente José Alencar. Ele, no entanto, resiste, pois teria que deixar o comando de seu grupo empresarial Coteminas.

Salvaguardas

A Assembleia Legislativa fez ontem uma audiência pública de interesse de lideranças empresariais de Juiz de Fora, cidade que já foi o principal polo de malharias do estado. Por iniciativa da Comissão de Turismo, Indústria e Comércio, os deputados discutiram medidas de proteção à indústria têxtil, hoje sob forte concorrência de produtos estrangeiros, principalmente da China. O deputado Dalmo Ribeiro (PSDB), autor da proposição, lembrou que desde 2006 o setor vem cobrando ações de Governo para conter a invasão de produtos chineses. Por conta do baixo preço, a indústria mineira não tem como competir.

Pelos rios

Apesar de ainda não ter data marcada, Juiz de Fora será uma das cidades visitadas pela Comissão Extraordinária das Águas, da Assembleia Legislativa, com o objetivo de colher informações com membros dos 36 comitês de bacias hidrográficas de Minas, para embasar um relatório com as principais questões relativas aos recursos hídricos mineiros. A primeira reunião, segundo o deputado Almir Paraca (PT), presidente da comissão, será em Belo Horizonte, no dia 24. O município faz parte da bacia do Rio das Velhas e do Rio Paraopeba.

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