Ouça agora

Sinal verde para os desfiles


Por MAURO MORAIS

15/11/2013 às 07h00

Juiz de Fora não vai deixar o samba morrer. Ao menos é o que promete a Liga das Escolas de Samba de Juiz de Fora, a Liesjuf, que, após reunião na quarta com a comissão do carnaval, composta por membros da Prefeitura, na sede da Funalfa, confirmou os desfiles agendados para os dias 22 e 23 de fevereiro de 2014. Mesmo com sete quadras interditadas – seis delas pelo Corpo de Bombeiros e uma pela Secretaria de Atividades Urbanas (SAU) -, o desfile acontecerá, seguindo um plano alternativo. Mesmo com o coração partido, os dirigentes que compõem a liga decidiram colocar as agremiações na Passarela do Samba, comenta Fernando Baldioti, diretor de comunicação da liga.

Segundo ele, o prejuízo será evidente, já que as escolas não terão o acréscimo dos recursos provenientes da utilização de suas quadras. Além disso, a competição será desigual. Na próxima segunda, as escolas vão se reunir para definir o regulamento e discutir a viabilidade de utilização de outro espaço para que as alegorias sejam construídas e os ensaios, feitos. Paulo Mancini, presidente da liga, aguarda, ainda, uma audiência com o Corpo de Bombeiros para negociar a abertura parcial das quadras para que sejam realizados, apenas, os ensaios. Irredutível, a 5ª Companhia de Prevenção e Vistoria do Corpo de Bombeiros afirma que a desinterdição das quadras prescinde das reformas, que permitirão às escolas obter o Auto de Vistoria do Corpo de Bombeiros (AVCB).

Diante disso, Baldioti afirma que o que já está saindo caro para as agremiações pode se tornar ainda mais preocupante. Certamente os diretores das escolas irão tirar dinheiro do próprio bolso, afirma. Com as quadras fechadas e a obrigatoriedade de que os ensaios ocorram em outros espaços, gastos serão gerados. Baldioti pontua que o deslocamento de uma bateria sairá ainda mais caro no processo, que impede que as quadras gerem alguma renda. Uma das possibilidades é que as alegorias sejam construídas no Parque de Exposições, o que depende do aceite da Secretaria de Agropecuária, responsável pelo espaço.