Diário de bordo

Fernanda (ao centro) com seus companheiros de viagem na escadaria de templo em Chiang Mai
Bangkok foi a nossa primeira parada na Tailândia. A empolgação se misturava com o medo do desconhecido. Logo deu para sentir a agitação da capital, que culmina na movimentadíssima Khaosan Road. Você vai reconhecer: essa rua foi cenário para a noite de loucuras do segundo filme "Se beber, não case". Além de lojinhas e camelôs, há muitas opções de bares, e não faltam ofertas de massagens tailandesas, com cadeiras espalhadas sobre as calçadas.
De lá, seguimos viagem para a cidade de Chiang Mai. Depois de tanta informação para ser digerida em Bangkok, a ida para o Norte da Tailândia foi fundamental para compreender um pouco melhor a cultura do país e entrar no ritmo do Sudeste Asiático.
Chiang Mai tem centenas de templos budistas, a maior parte no centro histórico, que é cercado por um muro (tal como as cidades medievais europeias). O maior destaque foi o Wat PhraThatDoiSuthep, um pouco mais afastado, a 15km do centro. A escadaria de mais de 300 degraus que leva ao topo é ladeada por coloridas imagens da Naga, a serpente mitológica que protegeu Buda. No santuário, recebemos a benção de um monge, simbolizada por uma pulseirinha de barbante que levamos conosco.
Os mercados populares são a principal atração noturna das pacatas cidades do Sudeste Asiático, reunindo artesanato e entretenimento. Foi no mercado de Chiang Mai que vimos um show das "lady boys" – na Tailândia, como em alguns países vizinhos, a troca de sexo (com cirurgia ou não) é comum, e, às vezes, é difícil distinguir as moças nascidas mulheres daquelas transformadas.
Já em ChiangRai, o mercado noturno também rendeu experiências marcantes. Diante dos bares e barraquinhas de comida, o pessoal resolveu provar algumas das mais curiosas especialidades gastronômicas da Ásia: insetos fritos. Se me perguntar, prefiro uma pizza.
Mas sem dúvida, a melhor parte de uma viagem dessas é a oportunidade de se desligar do estresse da vida ocidental e se permitir experimentar um lugar tão estrangeiro.
Fernanda Castelo Branco, jornalista e autora do blog Vontade de Viajar









