Assessoria de Ana Carolina responde à polêmica dos vídeos
A mesma resposta enviada ao portal R7 – responsável por disseminar nacionalmente o caso envolvendo o imbróglio criado com o vídeo em que o compositor e poeta Knorr aparece tocando ao lado de Ana Carolina – chegou, por e-mail, à Tribuna, cinco dias depois de a reportagem publicar o fato.
Por meio do assessor de imprensa Luiz Menna Barreto, a empresária da cantora, Marilene Gondim, assume que a iniciativa não foi nem de gravadora nem da editora, conforme especularam alguns fãs em mensagens postadas na web, e sim do escritório da própria cantora, porque, segundo Marilene, seria "uma ação promocional feita com o uso da imagem de Ana não autorizada".
A empresária também lembra que "os responsáveis pela publicação dos links jamais se deram ao trabalho de solicitar autorização para uso da imagem dela". Segundo seu depoimento, os links ficaram publicados no YouTube "por tempo suficiente para privilegiar estes profissionais que trabalharam com Ana no início de sua carreira", e teria sido chegada a hora de eles passarem a "se concentrar na produção e publicação de seu trabalho atual".
Em resposta a uma fã da cantora no Facebook nesta quinta-feira (26), Knorr, após tomar conhecimento da resposta de Marilene, iniciou dizendo que entende os motivos dela. "Não quer, não quer. Nem vou questionar mais. Mas que fique bem claro sobre quem ordenou a retirada dos vídeos", postou. Em outro trecho, o músico indaga: "Mas uma dúvida ficou no ar: se ela não se envergonha do passado, ou nem mesmo dos amigos e músicos com quem convivia e dividia o palco há alguns anos, por que então ela nunca os procurou, nem mesmo atendeu a alguns telefonemas que fizeram à casa dela? Por que ela não desenvolve nenhum projeto voltado para a sua querida Terra Natal, nem mesmo apoia ações sociais por aqui? Sinto saudades sim, mas da Ana que convivia na casa da minha mãe como se fosse membro da minha família. Não essa de agora, aliás, de há muito tempo. Pelo jeito, ela não se esqueceu somente de mim e dos outros amigos: se esqueceu dela mesma. Que pena".
Amanhã é o último dia da homenagem prestada pela Biblioteca Municipal Murilo Mendes a Knorr, com a exposição de peças de sua autoria das 8h às 18h em sua sede afixada na Praça Antônio Carlos. Porém, a repercussão provocada a partir da retirada dos vídeos da internet parece estar longe de acabar. Afinal, enquanto a revisão da nova Lei dos Direitos Autorais não sair do papel, casos semelhantes podem surgir. E não será mera coincidência.
Resposta, na íntegra, de Marilene Gondim sobre o caso Ana Carolina x Knorr:
A solicitação da retirada dos vídeos foi feita pelo nosso escritório por uma razão muito simples: trata-se de uma ação promocional feita com o uso da imagem de Ana, não autorizada.
Apesar de termos nossos contatos (endereço telefone, e-mail etc) em todos os produtos e site de Ana, os responsáveis pela publicação dos links jamais se deram ao trabalho de solicitar autorização para uso da imagem dela.
É uma exigência legal para todo e qualquer uso de imagem. Aliás, constitucional.
A publicação das imagens de Ana nestes links não se trata de mero registro-arquivo. É uma ação promocional que os responsáveis pelo link e interessados na promoção que os mesmos representa, tiveram muito tempo para usufruir. Os links ficaram publicados no YouTube por meses, e entendemos, por tempo suficiente, para privilegiar estes profissionais que trabalharam com Ana no início de sua carreira.
Eles agora devem se concentrar na produção e publicação de seu trabalho atual, de preferência solicitando a necessária autorização de todos os detentores de imagem e direitos sobre os conteúdos que produzirem, sejam eles musicais ou audiovisuais.
Tenho certeza que é exatamente este tipo de providência que eles esperam, quando do uso de suas próprias imagens e ou obras.
Qualquer outra dúvida, fico a disposição.








