Policiais federais declaram estado de greve
Replicando decisão tomada em cenário nacional, policiais federais de Juiz de Fora decidiram entrar em estado de greve contra a proposta de emenda à Constituição (PEC) 287/2016, proposição apresentada pelo Governo federal que trata da Reforma da Previdência. Entre outros pontos, a matéria que está sendo debatida pelo Congresso, defende a adoção dos 65 anos como idade mínima para requerimento da aposentadoria. Na prática, o estado de greve mantém a categoria mobilizada com relação a possibilidade de deflagração de um movimento paredista a qualquer momento.
A deliberação local ocorreu na manhã desta quarta-feira (5), em assembleia que reuniu agentes, escrivães, peritos e papiloscopistas em frente ao Departamento de Polícia, na Avenida Brasil. De acordo com o diretor regional do Sindicato dos Policiais Federais de Minas Gerias (Sinpef/MG), Robson Carneiro da Silva, o Governo federal tem se negado a conversar com a categoria. “Ignorando as características da categoria e do trabalho que expõe a vida dos policias federais a riscos, o Governo quer nos tratar como um trabalhador comum e universalizar a idade de 65 anos para aposentadoria. Isto resultará em uma polícia envelhecida, o que é prejudicial para a sociedade.
Decisão do STF
Robson afirmou ainda que os policiais federais e seus representantes estão atentos à decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) divulgada nesta quarta-feira. Por 7 votos a 3, o tribunal declarou inconstitucional o direito de greve de servidores públicos de órgãos de segurança e decidiram proibir qualquer forma de paralisação nas carreiras policiais. Neste sentido, o representante sindical afirmou que tal decisão ainda precisa ser avaliada pela categoria. Contudo, não dispensa a mobilização. Caso a deflagração de um movimento grevista seja inviabilizada, os profissionais devem buscar outras formas de protestar contra a PEC 287. A participação em ato unificado puxado por outras categorias para o próximo dia 28 não está descartada.









