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Diário de bordo


Por JANAÍNA MORAIS Mestranda em ciências sociais pela UFJF

30/10/2013 às 07h00

Ir a Florianópolis fora de temporada e não escutar dos moradores locais como o lugar é ainda mais incrível no verão é algo difícil. Com mais de 40 opções de praias para todos os gostos e sonhos – como diz um anúncio publicitário -, a cidade deve mesmo ser pura efervescência no verão. O único problema é quando você está em Floripa em uma semana com um clima nada favorável, e toda a programação de ir às praias, fazer trilhas e curtir um sol gostoso vai pro ralo. Para começar, o propósito de eu estar em Florianópolis em setembro, acompanhada do amado e de um querido amigo, foi o Seminário Internacional Fazendo Gênero. Apesar de o congresso ser a nossa principal motivação, queríamos aproveitar o que a cidade tinha a oferecer, mas como o clima não permitiu ousadias, desfrutamos de momentos pouco usuais para os turistas.

Criamos um vínculo sentimental e etílico com um boteco próximo ao hotel que estávamos hospedados: o Canto do Noel. É um boteco temático do Noel Rosa, que fica na travessa Ratcliff, no Centro da cidade, onde existem mais outros dois botecos legais. Todas as noites que estivemos em Floripa, não deixamos de dar uma passadinha no Noel para tomarmos um caldinho de feijão, com torresminho e Luiz Alves, cachacinha local. O Centro é um lugar ótimo para passear, a arquitetura é antiga e tem várias praças, lojas, sebos, brechós e camelôs. Outro lugar bacanudo é o mercado público, que tem vários boxes com bares e lojinhas. Uma das atrações é o famoso bar que fica no box 32. Eles produzem seu próprio chope e oferecem um menu gastronômico bem diferenciado.

Quando São Pedro colaborou e fez raiar um pedacinho de sol, aproveitamos para dar um passeio em um bairro açoriano de Floripa, chamado Santo Antônio de Lisboa. O lugar parece uma vila de pescador, com várias casas antigas, onde funcionam restaurantes que oferecem frutos do mar fresquinhos. Logo em seguida, fomos à praia Daniela, que fica próximo a Jurerê Internacional. A praia estava praticamente deserta e a água, muito fria, mas como bom mineiro que somos não podíamos deixar de sentir o gostinho do mar. Também percorremos a Avenida Beira Mar até encontrar a Ponte Hercílio Luz, considerada um dos cartões postais da cidade. Depois seguimos até o trapiche da avenida, onde ficamos curtindo a paisagem.

Enfim, a cidade é maravilhosa, e as pessoas são muito acolhedoras. Sentimos o cheiro de Florianópolis e estamos prontos para retornar quando o sol estiver brilhando!