Hora de recordar o último verão

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Adicionar Tribuna de MinasTalvez os primeiros versos do refrão de Our last summer conseguem resumir bem o sentimento de muitos fãs do Abba desde 1982, quando o grupo encerrou sua passagem no mercado fonográfico, deixando sua marca definitivamente no mundo da música. Por dez anos, período que englobou a era disco, o quarteto, formado pelos suecos Agnetha Fältskog, Anni-frid Lyngstad, Björn Ulvaeus e Benny Anderson, lançou sucessos como Chiquitita, I have a dream, Super trouper, além daqueles que são obrigatórios em qualquer festa: Dancing queen e Mamma mia.
Para matar a saudade dos anos 70 e relembrar toda a magia da época, o grupo paulista Abba History, cover pioneiro do Abba no Brasil, se apresenta hoje, no Cine-Theatro Central. Desde que estreou o espetáculo, há um pouco mais de um ano, já passou por diversos estados, conseguindo, inclusive, derrubar a fronteira tupiniquim durante a curta temporada no Chile, em abril deste ano.
Para celebrar os 40 anos do surgimento do Abba, os cantores brasileiros Mari Moraes, Patrícia Andrade, Diego Sena e Jheff Saints criaram o espetáculo para homenagear o grupo, e, ainda, a oportunidade de personificar seus ídolos, mesmo que seja apenas por uma hora e meia. Tínhamos essa paixão em comum e decidimos investir neste tributo. Sentir a energia e a emoção do público é a nossa maior recompensa e a nossa maneira de propagar a cultura do melhor da era disco, destaca Mari Moraes, que interpreta Agnetha Fältskog, a loira do quarteto.
Outra preocupação, segundo Mari, é recriar, com fidelidade, todos os aspectos que envolvem o Abba. Nosso laboratório é diário. Estudamos os timbres de cada integrante, harmonização vocal e os trejeitos no palco. A caracterização, as coreografias e os figurinos foram inspirados no próprio Abba, inclusive, a interação com o público durante o show é feita em inglês, uma forma de honrar os fãs e nos manter fiéis à linguagem original, comenta.
Neste estudo, os brasileiros reviraram o baú para encontrar apresentações do Abba em programas de TV e shows. A artista ainda destaca a referência à turnê australiana Abba – The movie e o musical Mamma mia, adaptado para as telonas em 2008, estrelado por Meryl Streep, Pierce Brosnan e Amanda Seyfried.
O espetáculo, em si, trata a trajetória do Abba por meio das músicas, como se fosse um show do grupo. Entretanto, segundo Mari, o recurso de projeção em tela é utilizado em vários momentos. Queremos dar ao público a oportunidade de reviver a época, olhar para nós e ver o Abba. Por isso, em alguns momentos, usamos vídeos do grupo original para nos ajudar a contar esta história.
Desde que a montagem entrou em cartaz, o Abba History se deparou com diversos tipos de manifestações em relação ao grupo original. Já tivemos públicos mais contidos e públicos fervorosos, mas são apenas maneiras diferentes de expressão. Nossos shows têm famílias inteiras, com avós, pais e filhos. Isto é Abba: boa música, alegria e história passada de geração em geração!
O repertório reserva uma troca inédita nos vocais da canção The winner takes it all, carro-chefe do álbum Super trouper, lançado em 1980. É um sucesso absoluto, que ganhou o mundo na voz de Agnetha Fältskog, mas, no nosso tributo, ela é executada pelo intérprete de Benny Andersson – Jheff Saints. Dono de uma voz singular, ele surpreende e promete emocionar o público, aposta Mari. A banda que acompanha o quarteto é formada por Davi Fernandes (direção musical e teclado), Glauco de Almeida (baixo), Sandro Roque (bateria) e Jéssica Nascimento (backing vocal).
‘I have a dream’
Como em um sonho, a trajetória do Abba, acrônimo formado pelas primeira letras do nome de cada integrante (Agnetha, Björn, Benny, Anni-Frid), foi marcada pelo casamento de seus integrantes. Meses antes de sua formação, Björn e Agnetha subiram ao altar, enquanto Benny e Frida fizeram o mesmo em 1978. O quarteto nasceu em Estocolmo, na Suécia, em 1972, mas a fama internacional chegou dois anos mais tarde, quando o grupo venceu a edição de 1974 do Festival Eurovisão da Canção. A partir disso, o Abba ganhou popularidade no mundo, principalmente por empregar letras simples a um ritmo cativante, que fizeram de seu trabalho um som único, caracterizado pela harmonia das vozes femininas e da técnica wall of sound, efeito criado pelo produtor musical Phil Spector.
Durante os dez anos que o grupo esteve em atuação, o quarteto precisou lidar com suas obrigações artísticas e suas novas famílias, fato que não impediu que o Abba se tornasse o grupo mais bem-sucedido da gravadora Universal, além de ser a banda que mais vendeu discos em 1970. O Abba leva em sua bagagem o posto de ser o primeiro grupo pop da Europa a fazer sucesso em países fora do antigo continente, como a Austrália, Nova Zelândia, África do Sul, Canadá e Estados Unidos.
Nem tudo são flores. Quando o ABBA atingiu o auge de seu sucesso, os dois casamentos chegaram ao fim, fazendo com que estas mudanças refletissem intimamente em suas composições, deixando-as mais profundas e reflexivas. A decisão de encerramento do grupo foi motivada por um declínio comercial, tanto é que a última aparição do quarteto aconteceu em dezembro de 1982. No início da década de 90, o ABBA ressurgiu no topo das paradas de sucesso, a partir do lançamento de várias coletâneas.
ABBA HISTORY
Hoje, às 21h
Cine-Theatro Central
(3215-1400)









