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Diário de bordo


Por HOSSEYN SHAYANI, administrador

20/07/2011 às 07h00

Reino moderno

Estive em Bangkok por duas semanas para o casamento do meu irmão Dayyan com a tailandesa Rizwan. Tailândia é um país superorganizado, moderno, sem violência urbana. Bangkok, com dez milhões de habitantes, impressiona por ter um dos aeroportos mais belos, floridos e modernos do mundo e pelas soluções de transporte. Peguei um skytrain (um metrô aéreo rápido) sobre as avenidas principais, e em poucos minutos atravessamos a cidade.

Bangkok também é cortada por canais, atravessados por barcos-ônibus. Shoppings modernos e uma vida diurna e noturna agitada e vibrante convivem com a tradição dos templos budistas. O povo é extremamente respeitoso.

Por nunca terem sido colonizados, há uma nobreza natural na população em geral que comove o visitante. Num supermercado ultramoderno, a moça do caixa levantou-se inclinando a cabeça e as duas mãos debaixo do queixo em uma posição de reverência, antes de receber o cartão de crédito.

A Tailândia possui duas regiões distintas que recebem turistas do mundo inteiro. Uma é a paradisíaca Ilha de Puket, ao Sul, com suas praias e os mais luxuosos resorts. Ao Norte, a dica é a tradicional Chiang-Mai onde você pode montar em elefantes, atravessar rios e deliciar-se com um mercado aquático.

A Tailândia é um reino onde o rei é reverenciado, porém, com parlamentos e primeiro-ministro em regime democrático. Descobri que a expressão tão usada por nós elefante branco é de origem tailandesa. Na tradição budista, o elefante albino é considerado uma propriedade só do rei, portanto útil só para ele.

A cerimônia de casamento bahá´í foi num belíssimo jardim. Os noivos, em trajes típicos, receberam de cada um dos convidados uma concha com água derramada em suas mãos como desejos de boa sorte.