Justin além dos holofotes
Justin Bieber está de volta ao Brasil, só que agora no documentário Believe, dirigido pelo americano Jon M. Chu, que estreia hoje nos cinemas. O longa traz um compilado de imagens de shows e bastidores do jovem, mostrando sua ascensão dentro do cenário pop mundial. Em novembro do ano passado, Justin realizou sua segunda visita ao país com a Believe Tour, que, além de shows realizados em São Paulo e no Rio de Janeiro, foi regada a muitas polêmicas envolvendo o cantor, que completa 20 anos amanhã.
Para saber como está a expectativa para a estreia, mesmo após os recentes acontecimentos na vida de Justin – prisão por promover um pega de carros, suposto envolvimento com drogas, vandalismo e pichações -, a Tribuna conversou com fãs e descobriu que, mesmo depois de tantas confusões, o cantor deve lotar as salas de cinema da cidade. Vou assistir ao filme hoje, e, quando fui comprar o ingresso, haviam poucos lugares disponíveis. Após estas polêmicas, não deixei de ser fã. Acho que a mídia expõe muito o lado errado dos artistas. Não que eu passe a mão na cabeça dele, mas, como fã, preciso entender suas falhas e apoiá-lo. Ele é um ser humano como todos nós, defende a estudante Pâmela Duarte, 20 anos, fã do cantor desde 2009. Ela esteve presente nas duas turnês de Justin no Brasil, em 2011 e em 2013.
Como uma belieber (termo que define as fãs de Justin), fiquei abalada com tudo que aconteceu, mas espero que o filme seja assistido por muitas pessoas. Pelo que já vi na internet, em trailer e trechos pelo YouTube, as imagens mostram um outro lado do Justin, sem ser rebelde o tempo todo, acrescenta a estudante Caroline de Paula Carvalho, 17, que estará na estreia do longa hoje.
A fundadora e administradora do fã-clube Bieber Mania Brasil, Luci Santos, 25, que teve acesso ao documentário antes do lançamento no país (Believe estreou nos EUA em dezembro de 2013), avalia que a última passagem do cantor pelo Brasil, de fato, não foi das melhores, porém ressalta que houve equívocos por parte da imprensa. A mídia deu um ‘zoom’ em muitos rumores, como os que diziam que ele odiava o Brasil, que ele tratou mal os fãs, os grafites, o vaivém de boates e a saída com várias garotas. Talvez isso tenha impressionado quem o viu em 2011, ainda muito garoto, mas ele só estava se divertindo, comenta.
Para Luci, o documentário mostra um Justin Bieber humano. As imagens contidas no filme não limpam a barra de Justin, pois há nada para ser limpo. Há apenas o Justin que erra, que chora, que sente, que chega a seu limite como todos nós. O que vai ‘limpar’ os erros do Justin, assim como acontece com a gente, é o aprendizado, a lição, e ele está disposto a isso. Nós, fãs, estaremos aqui por ele, mesmo não apoiando todas as suas escolhas. O filme renova esse sentimento. Vá aos cinemas para conhecer um Justin além da exposição e do sensacionalismo. Um Justin além dos holofotes.









