De volta ao UFC

Felipe Silva não vê a hora de multiplicar os 73 segundos de participação no Ultimate Fighting Championship (UFC). Este foi o tempo necessário para que o juiz-forano, 32 anos, logo em sua estreia, em agosto do ano passado, na categoria peso-leve, nocauteasse o canadense Shane Campbell, em Vancouver, e atraísse os holofotes como nova esperança brasileira no MMA (artes marciais mistas). O histórico de Felipe Silva justifica o sucesso mundial em 2016. O atleta iniciou carreira no muay thai há 16 anos e acumula 21 vitórias e apenas duas derrotas. Apostando no MMA, o juiz-forano conseguiu melhorar suas estatísticas, derrotando todos os oito adversários que enfrentou desde 2013, sendo seis por nocaute, como o último, no Canadá, em sua estreia no UFC.
O ganho de espaço nos eventos, contudo, foi adiado por conta de uma cirurgia. “Tive uma lesão de desgaste, muito tempo de artes marciais. Envolveu a cabeça do fêmur dos dois lados, então foi uma cirurgia bilateral. Fiz raspagem e também tive uma ruptura de ligamento devido a um calo ósseo na região do quadril. Faz 50 dias aproximadamente que estou me recuperando muito bem. Voltei a treinar e só não estou fazendo a parte de chutes, mas boxe à vontade e um trabalho de agilidade na piscina com treino funcional”, conta Felipe.
Se engana, contudo, quem pensa que o lutador se contenta apenas com sua recuperação e função de professor da modalidade. “Dia 7 de fevereiro vou para a Tailândia. Tenho que estar bem o mais rápido possível, porque lá vou aperfeiçoar meu muay thai. É na Tailândia que ele foi difundido, um dos melhores lugares onde você possa aprender, buscar conhecimento e voltar mais preparado”, destacou.
Todo o aprendizado deve ser colocado em prática, de forma oficial, já em maio, quando deve ter seu segundo desafio no UFC. “Faço minha volta em maio e, se o resultado for como na primeira luta, já vão me dar um adversário de expressão. As expectativas são as melhores possíveis para 2017, tenho em mente três lutas neste ano e uma delas no Brasil, que é meu sonho. Só entrei no evento, ainda tenho uma longa estrada pela frente. Tentamos estar entre os 15 melhores do mundo e dali quero chegar em uma possível disputa de cinturão. Já me chamaram de maluco, mas consegui entrar no UFC. Agora quero disputar com os melhores da minha categoria.”
De olho nos rivais
Felipe Silva trabalha com quatro nomes ao visar o próximo oponente. Enquanto não há a definição de quem irá encará-lo no octógono, a melhor estratégia a ser adotada, ao lado de seu staff, é colher de forma aprofundada características dos rivais. “Não tenho adversário certo, está entre três ou quatro nomes, só que não podemos divulgar. Mas quase todo fim de semana tem UFC e estou ligado em meu descanso, seja ao vivo ou em reprise. Estudo os atletas principalmente da minha categoria. A peso-leve é a que tem mais lutadores no UFC, então é bom me preparar o máximo possível.”









