A vitória dos paraenses

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Adicionar Tribuna de MinasNo último plebiscito no estado do Pará, seu povo demonstrou maturidade ao dar o seu voto consciente na intenção de preservar a unidade do seu território. Certamente há vários interesses políticos por trás da intenção de dividir o estado. A intenção divulgada é a facilitação das ações governamentais nas regiões mais distantes e ora menos assistidas do segundo maior estado do Brasil. Mas o objetivo inconfessável é duplicar as oportunidades políticas na região e, claro, a torneira do orçamento da União. Assim, o Governo federal seria pressionado a negociar com políticos para investir na vasta região. Teríamos, assim, uma nova estrutura executiva, parlamentar e judiciária, que custaria mais alguma fortuna dos cofres públicos e novas possibilidades de corrupção.
O voto dos paraenses serviu de exemplo e também como um alerta ao povo brasileiro para meditar e escolher os seus candidatos de forma consciente no tempo em que a corrupção lamentavelmente ainda ocorre de forma impune. Para piorar, em plena época de contenção de gastos ante a crise mundial, na calada da noite, os parlamentares de todo o Brasil optam por aumentar os próprios salários em proporções muito acima da simples reposição das perdas salariais de todos nós, pobres mortais brasileiros.
E nós, eleitores, temos a obrigação de meditar para escolher criteriosamente, em cada eleição, um representante político ou mesmo os rumos da política, como no exemplo do último plebiscito ocorrido no Pará. E aqui no Brasil, felizmente, o eleitor não tem pretexto para reclamar do político ou da falta de liberdade para escolhê-lo, pois, em cada eleição, o Brasil dá um passo positivo no que tange às eleições. E assim mostramos ao mundo o quanto uma democracia, ainda que jovem, é fundamental para o povo conquistar efetivamente o seu poder para decidir os rumos da pátria.









