Obstáculos no Regional

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Adicionar Tribuna de MinasO início do funcionamento do Aeroporto Regional da Zona da Mata está mostrando claramente como suas operações estão sendo prejudicadas. Em primeiro lugar, eu destacaria a retirada dos restantes 30% do morro que impedirão com certeza o funcionamento pleno deste sítio para uma das coisas mais importantes que irão acontecer que são as operações das cargas aéreas que irão possibilitar o definitivo desenvolvimento desta região. Previstas para 2012, se não forem realizadas essas obras, é provável que o Decea não autorize operações com aeronaves pesadas. Este empecilho de obrigação do Governo do estado teve suas obras paralisadas não se sabe por que: falta de planejamento, falta de recursos adicionais para completar esse desmonte ou falta de interesse para com as coisas relativas à Zona da Mata?
O Decea não autorizará pousos e decolagens de aeronaves maiores e dos 2.530 metros da pista, só estão podendo ser utilizados 1.800 metros. Perde o Estado de Minas Gerais, que deixa de arrecadar impostos; perdem os municípios limítrofes que, além de recursos, perdem localizações industriais no seu entorno; perdem todos enfim.
O aeroporto, apesar de funcionando como de passageiros, já está sendo olhado até para voos de passageiros internacionais como alternativas dos aeroportos do Galeão, de Viracopos, de Guarulhos e até Confins. Em segundo lugar, eu classificaria as obras de ligação entre a BR-040 e a MG-353, que possuíam recursos assegurados e aprovação ambiental e até hoje não foram iniciadas. Se só com um voo de passageiros está havendo problemas com o trânsito no trecho Coronel Pacheco/Juiz de Fora, é fácil imaginar o que irá acontecer quando outros voos de passageiros e, principalmente, de cargas pesadas estiverem acontecendo. A dedução é mais ou menos por aí: a culpa de tudo isso é do Governo mineiro que não vem dando a atenção à Zona da Mata como ela merece. E no próximo ano já teremos eleições, e seria bom pensar nisso.
Em artigo anterior, eu já demonstrei claramente como a Zona da Mata não está sendo priorizada. Se os políticos regionais não fazem pressões para melhorar essa situação, é preciso que o povo no seu lugar faça isso. Se existem marchas para os gays, para os professores, contra a corrupção, porque não fazer uma marcha popular para chamar a atenção das autoridades estaduais para esse problema? Sermos classificados nos estudos feitos pela UFJF em penúltimo lugar em matéria de desenvolvimento já foi vergonhoso para aqueles que nasceram e vivem por aqui. Será que ninguém vê isso? Deixo no ar essas interrogações para serem respondidas por quem de direito.









