Secretaria Nacional do Idoso

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Adicionar Tribuna de MinasA criação de uma secretaria nacional do idoso, anunciada na semana passada pelo ministro da Previdência Social, Garibaldi Alves Filho, acontece num momento oportuno e será, sem dúvida, um avanço para a nossa sociedade. Com essa nova unidade institucional, o Governo federal poderá fomentar as políticas públicas voltadas para essa parcela da população, facilitar as articulações e unificar a coordenação geral da Política Nacional do Idoso.
Quando o ano de 2050 chegar, o Brasil estará vivendo uma explosão populacional de pessoas com idade acima dos 60 anos. Os idosos, que eram 4,9% da população em 1950, vão passar para 29,7% até 2050. Os números assustam, e é por isso que os governantes estão voltando, cada vez mais, seus olhos para esse tema, que vem se tornando corriqueiro na imprensa nacional.
Em Juiz de Fora, a Câmara Municipal saiu na frente e criou, este ano, a Comissão Permanente do Idoso, que é resultado de um amplo trabalho desenvolvido desde o início de 2011 pelo Legislativo municipal e por mais 17 entidades. Para o primeiro semestre do ano, uma série de ações já foi programada, e a expectativa do grupo é avançar ainda mais na busca pelos direitos dos idosos na cidade.
É sem dúvida um trabalho inédito no município e que diariamente nos faz refletir sobre qual é a cidade que realmente queremos construir e viver nos próximos anos. A cidade ideal para os nossos filhos é a da solidariedade, na qual todos tenham seus direitos respeitados, onde o jovem esteja próximo do idoso, colocando por terra todas as barreiras erguidas hoje em nossa sociedade. Uma cidade sem a exclusão socioeconômica, que isola e condena inúmeros idosos a viverem na escuridão.
Mas podemos chegar lá? Acredito que sim, se as três esferas governamentais colocarem como prioridade a questão da terceira idade em sua plataforma de governo. A criação dessa secretaria nacional é um caminho e mostra a preocupação do Governo federal sobre as questões que envolvem os idosos. Espero que a iniciativa estimule estados e municípios a tomarem procedimento similar, para que o Brasil, em 2050, esteja preparado para enfrentar essa nova fase de transição demográfica e de envelhecimento da população.









