Explosão em cisterna deixa 5 feridos, 3 em estado grave


Por Daniela Arbex e Kelly Diniz

18/11/2016 às 07h00- Atualizada 18/11/2016 às 12h46

ACIDENTE OCORREU na tarde de ontem em garagem de prédio no Bairro Passos DANIELA ARBEX

ACIDENTE OCORREU na tarde de ontem em garagem de prédio no Bairro Passos DANIELA ARBEX

A explosão de uma cisterna deixou cinco pessoas feridas, sendo três delas em estado grave, na garagem de um edifício residencial na Rua Severino Meirelles, no Bairro Passos. O acidente ocorreu por volta das 15h de ontem, e o barulho foi ouvido a mais de um quilômetro de distância do local, assustando todo o entorno. O zelador do edifício José Antônio Rosa, 58 anos, a filha de uma moradora do prédio, Consuelo Esteves de Souza, 50, e o bombeiro hidráulico, Vinícius Monteiro Cardozo, 68, que realizaria a impermeabilização da cisterna, tiveram grandes queimaduras, principalmente no rosto e no braço. Dois homens que trabalhavam na portaria também precisaram de atendimento após um deles sofrer queda de escada. Com queimaduras de 1º e 2º grau, três dos cinco feridos precisaram ser internados. A Defesa Civil foi acionada para verificar a segurança do prédio, mas a estrutura não foi abalada.

De acordo com o subtenente do Corpo de Bombeiros Flávio Bizotti, como a cisterna ficou vazia e fechada por alguns dias, propiciou a formação do gás metano. Ele explicou que o metano possui pouca solubilidade na água e, quando adicionado ao ar, torna-se altamente explosivo. Durante a manutenção de uma caixa d’água provisória, um maçarico foi utilizado pelo bombeiro hidráulico para soldar um equipamento próximo à cisterna, ocorrendo a explosão. Gustavo Cardoso, 34 anos, filho do bombeiro, afirmou que o pai tem mais de 50 anos de experiência no ramo e nunca havia se acidentado no trabalho. “Se virem a pochete que ele usava, não dá para acreditar no que houve. Queimou tudo”, contou o rapaz.

Após a explosão, os feridos correram para a calçada. O autônomo Carlos Roberto da Silva, 59, que trabalha na área disse que houve desespero. “Ninguém sabia o que havia ocorrido. Foi então que vi uma mulher muito queimada sentada em uma cadeira na porta do prédio. Ela estava consciente”, contou. O vendedor referiu-se a Consuelo que acompanhava o serviço de manutenção da cisterna. O síndico do prédio, Marco Túlio Raposo, 39, foi quem levou Consuelo para o Monte Sinai. “Ela estava calma, porém muito queimada e sentindo dor.” . Consuelo aguardava transferências para a Santa Casa até o fechamento desta edição. Os outros dois queimados foram para o HPS. Já os outros dois foram submetidos a exames radiológicos.