METAS DA SEGURANÇA
O lançamento do programa “Olho vivo” em Juiz de Fora, agora com 54 câmeras, foi um avanço nas políticas de segurança da cidade, sobretudo pela sua eficiência em crimes contra o patrimônio e tráfico de drogas. Numa época de mais dinheiro em circulação, a vigilância eletrônica torna-se uma aliada do trabalhador prestes a receber a segunda parcela do 13º salário e pronto para ir às compras em busca do presente de Natal. Mais do que isso, porém, é sua eficiência contra o tráfico em áreas críticas da cidade e a inibição natural aos praticantes de atos ilícitos.
O investimento conjunto do estado e do município pode render outros frutos se a próxima gestão da segurança pública entender que a cidade, por sua própria dimensão e pelo histórico de ocorrências, deve ter seus outros pleitos atendidos. O secretário de Defesa Social, deputado Bernardo Santana, encontrará em sua mesa pedidos não apenas para a implantação do “Fica vivo” – programa de combate aos homicídios – mas também para o aumento do efetivo das polícias Civil e Militar. A primeira passa por uma fase crítica de sucateamento que compromete o seu próprio trabalho. A Militar, pela falta de efetivo, tem que tomar medidas extras em tempos de grande demanda. Nesse período de grande circulação de dinheiro, tem sido utilizados setores administrativos e até a Banda de Música para fazer o policiamento das ruas.
O governador eleito Fernando Pimentel conhece o problema, pois nas suas visitas pelo estado no ciclo de campanha foi alertado sobre os vários gargalos da Zona da Mata. Ao indicar primeiro o titular da Sedes, ele também sinalizou que vai priorizar a segurança pública, algo pelo qual a cidade, mesmo com as reconhecidas parcerias, vem clamando há algum tempo.











