Polícia investiga denúncia de violência contra mulher
A Polícia Civil instaurou inquérito para apurar a denúncia de abuso sexual contra uma mulher, de 57 anos, registrado pela Polícia Militar, no Bairro Mariano Procópio, na última sexta-feira. Ao pensar que receberia uma entrega, a vítima abriu a porta da sua residência e teria sido atacada por um homem que anunciou que era entregador. O caso, que inicialmente foi tratado como estupro, acabou sendo registrado pela PM como tortura. Conforme a titular da Delegacia de Mulheres, Ione Maria Moreira Dias Barbosa, que irá presidir o caso, ontem, investigadores estavam em diligência com o propósito de colher informações, a fim de elucidar o crime.
Conforme o registro policial, a médica responsável por atender a vítima no Hospital de Pronto Socorro (HPS), na sexta-feira, relatou que, após a realização de exames, foram constatados que a mulher apresentava várias lesões superficiais causadas por instrumento cortante nos braços, nas pernas, no rosto, nas costas e na vulva. Também foi verificado que a vítima tinha laceração vaginal discreta motivada pela introdução de uma rolha, que foi retirada do fundo do saco vaginal, durante cirurgia. Ela também apresentava lesões no pescoço, sugerindo uma esganadura.
Os policiais militares também fizeram contato com a vítima no hospital. Ela contou que encontrava-se na sua residência, por volta das 11h, quando um motociclista, num veículo de cor preta, usando roupas da mesma cor e com um capacete, tocou a campainha da sua casa com uma caixa na mão. Acreditando se tratar de uma entrega, ela abriu a porta e levou um empurrão do suposto entregador. Neste momento, a mulher bateu com a cabeça num móvel e passou a ser agredida. O relato da vítima não aponta quais foram as agressões sofridas. Ainda segundo ela, o agressor mandou que o aparelho de som fosse ligado, a fim de que os vizinhos não ouvissem os gritos.
Ainda conforme o boletim, a mulher afirmou que não houve conjunção carnal, mas que teria permanecido desmaiada por um tempo que não soube precisar até ligar para uma amiga a fim de socorrê-la. A mulher ainda teria alegado que estava muito abalada e sob efeito de remédios, o que a impedia de passar mais detalhes sobre o fato. No documento, policiais ainda pontuam que a filha da vítima afirmou que a casa de um vizinho possuiu câmeras de segurança e que, possivelmente, registraram a entrada e saída do suspeito.









