Ativista juiz-forano é um dos 16 líderes globais escolhidos para falar na Reunião de Alto Nível da ONU

O juiz-forano Diego Callisto, técnico da Coordenação Geral de Prevenção e Articulação Social do Departamento de DST, Aids e Hepatites Virais do Ministério da Saúde, apresentou nesta quinta-feira (9), durante a High Level Meeting (Reunião de Alto Nível) da Assembleia Geral da ONU, em Nova Iorque, a perspectiva dos jovens quanto ao que os Estados-Membros da ONU possam propor no enfrentamento à epidemia de Aids. Ele é um dos 16 líderes globais selecionados, de todo o mundo, para falar durante o evento. A apresentação aconteceu no evento paralelo cujo tema foi “Novas formas de envolver os jovens para alcançar as metas de aceleração do Unaids por meio do ‘edu-entretenimento'”.
Segundo Diego, as vozes e perspectivas, principalmente de adolescentes e jovens, precisam ser ouvidas pelas lideranças presentes ao evento, uma vez que são as mais afetadas pela epidemia. “As vozes da juventude que vive com HIV no Brasil, em especial homens gays, outros homens que fazem sexo com homens, profissionais do sexo, pessoas que usam drogas, travestis e mulheres transexuais têm concentrado a maioria das novas infecções no país e carecem de intervenções e estratégias específicas”, avaliou.
O juiz-forano iniciou sua apresentação relatando o impacto que sofreu ao ser diagnosticado com o vírus. “Passa um filme na minha cabeça, desde quando fui diagnosticado com HIV. Mal sabia o que era HIV e o que era Aids e meu grande medo era morrer sem poder ter tido a oportunidade de fazer coisas que fossem para um bem maior, um bem coletivo, e que enchessem meu coração de emoção e orgulho”, afirmou.
O consultor lembrou, ainda, que o investimento em juventude é uma das grandes marcas e diferenciais do Brasil nos últimos tempos, visto que, entre 2015 e 2016, o Ministério da Saúde do Brasil, por meio do DDAHV, desenvolveu, em parceria com agências das Nações Unidas, uma estratégia de formação de jovens lideranças no contexto das populações-chave e de jovens vivendo com HIV/aids, com o objetivo de empoderar e capacitar esses jovens para atuarem em diferentes frentes relacionadas ao controle social no âmbito da epidemia e a garantir a participação de base comunitária no âmbito das políticas públicas de saúde. “Jovens multiplicadores foram capacitados e já estão atuando em ações relacionadas à prevenção, diagnóstico, tratamento e melhoria da qualidade de vida das pessoas que vivem com HIV/aids, focando sempre no desenvolvimento do diálogo de pares e nos projetos e estratégias de comunicação entre jovens”.









