Furto de fiação telefônica afeta comércio
Dois recentes casos de furtos de fiação telefônica ocorridos em menos de dez dias na Rua Maria Eugênia, no Bairro Araújo, Zona Norte, são motivos de reclamação de comerciantes e empresários. O problema registrado na via afetou empresas de toda a região, como a Empilha Tec, sediada em Benfica, que teve o atendimento interrompido em razão das ações criminosas. O primeiro furto da fiação aconteceu no dia 26 de abril, levando a empresa a ficar sem linha telefônica até o dia 28. A segunda vez aconteceu em 6 de maio, e a linha voltou a funcionar no último dia 8.
De acordo com o diretor da empresa, Renato Ribas, a informação recebida da telefônica Oi é de que foi cortado e furtado um pedaço extenso do cabo da linha que abastecia todo o bairro, deixando todos sem telefone e internet. “Para nós, isso representa um grande prejuízo, pois trabalhamos com prestação de serviço, alugando empilhadeiras e caminhões munck. Recebemos cerca de 60 ligações diariamente. Num dia de trabalho perdido, chegamos a ter um prejuízo de cerca de R$ 4 mil”, queixa-se o diretor, lembrando que a empresa também fecha contrato através de e-mail, mas os pedidos on-line também ficaram prejudicados porque o acesso à internet é feito por meio do Velox, .
O titular da 3ª Delegacia, Rodolfo Rolli, responsável pela apuração de crimes na Zona Norte, afirmou que este furto de fiação ainda não foi oficializado para a Polícia Civil. Segundo o policial, este tipo de delito é muito comum na cidade. “Ocorre sempre durante a madrugada, quando há menos patrulhamento nas vias, e a Polícia Civil só tem uma equipe de plantão funcionando. É realizado sempre em local ermo, dificultando a presença de testemunhas e, consequentemente, a identificação dos autores. Assim, é um tipo de investigação que temos que sair do zero.”
Rolli orienta que, nestes casos, a vítima, no caso a telefônica, precisa primeiro fazer o registro e, ao constatar o crime, acionar a perícia da Polícia Civil. Ele lembra que a fiação é visada devido ao cobre, que tem valor no mercado. “Para combater, é preciso atacar na receptação, que geralmente é feita em locais de compra de material reciclável e oficinas. O fio é derretido para retirar o cobre, que é vendido por quilo. Depois o material é reciclado e volta para o mercado.” Ele lembra que já coordenou uma investigação que resultou na prisão de oito proprietários de estabelecimentos que faziam a receptação deste tipo de material.
Para as empresas e pessoas prejudicadas, o delegado orienta que é preciso acionar a operadora por meio de ação civil ou entrar com denúncia no Procon, para que tenham o prejuízo ressarcido, já que os transtornos também se estendem para a internet. A Tribuna tentou contato com a assessoria da Oi por meio de telefone e e-mail, mas não obteve resposta.









