CALMA, EXCELÊNCIAS!
O bate-boca envolvendo o presidente do Senado, Renan Calheiros, e o deputado Mendonça Filho, na sessão do Congresso de quarta-feira, é prova material de a quantas anda o ânimo no Parlamento em virtude das matérias que estão sendo colocadas na pauta com elevado grau de dificuldade, como o projeto que altera a meta de superávit fixada para este ano. A oposição fustigou o Governo, e a base da presidente Dilma não apareceu em plenário. A matéria – com chance de aprovação – volta ao plenário na terça-feira.
O embate entre o senador e o deputado não tem qualquer relação com um eventual terceiro turno, embora ambos estivessem em trincheiras opostas na última eleição. Ele é resultado do que os políticos chamam de rolo compressor e também do jogo de interesse que percorre os bastidores do poder. A oposição, reforçada pelas urnas, faz o seu papel. A base, numa situação que beira a chantagem, faz corpo mole na expectativa de ganhar espaços em ministério ou nas empresas estatais.
Esse jogo não tem novidades, mas constata que nem o voto pedagógico que mudou a formação do Congresso modificou o hábito de suas excelências, indicando que a presidente Dilma, até a sua segunda posse e formação de sua equipe, ainda terá que ceder aos pleitos dos aliados. Caso contrário, o que se viu na quarta-feira será repetido em outras votações, sobretudo naquelas em que o Planalto vai precisar de toda a sua maioria para aprová-las. E, nesse aspecto, a pauta é considerável.











