REDE VIRTUAL
O uso da internet ainda é um dos principais desafios da própria sociedade, uma vez que, a despeito de todos os avanços, é também um território estranho, até mesmo para os estudiosos. Se para as boas ações está dentro do esperado, sobretudo na comunicação, o lado perverso continua sendo uma questão a ser discutida com mais profundidade. Não bastasse o processo de desconstrução de biografias e o compartilhamento irresponsável de informações sem confirmação de veracidade, ainda há acertos que se tornam tragédias anunciadas. Na edição de ontem, a Tribuna destacou o agravamento da violência dentro e no entorno das escolas, fruto, em boa parte, de confrontos marcados pela rede mundial.
Jogar pedra no Estado não é o caminho mais adequado, pois é preciso reconhecer ações em andamento, como os ambientes de paz, ainda mais por ser uma questão que não se esgota na segurança. Há por trás toda uma desestrutura social que leva a esse tipo de comportamento. Como apontam os próprios especialistas, os envolvidos, em boa parte, já trazem consigo uma carga de desacertos que se explicita no relacionamento coletivo. Para isso, de novo, é fundamental o recorte social que está na gênese desses impasses.
Paradoxalmente, a educação é a ferramenta mais adequada para esse enfrentamento, somada a ações que recuperem as famílias. Fora dessa via, nem mesmo a repressão será a alternativa, uma vez que ela apenas interrompe ações pontuais, que podem ocorrer a qualquer momento ou em qualquer lugar, bastando apenas um clic na internet para definir o território do confronto.
A Tribuna, em outras ocasiões, já apontou também a situação dos professores, sistematicamente vítimas de ameaça, numa inversão de valores que se tornou rotina, fazendo do exercício do papel de educador um personagem também sujeito a riscos.











