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Acompanhe a manifestação contra o impeachment da presidente Dilma


Por Guilherme Arêas

31/03/2016 às 17h50- Atualizada 31/03/2016 às 22h15

21h58 – Neste momento, o ato em defesa da democracia e contrário ao impeachment da presidente Dilma Rousseff se encerra na Praça Jarbas de Lery, no São Mateus. A mobilização durou cerca de cinco horas. Na avaliação final dos organizadores, o ato reuniu dez mil manifestantes, enquanto a Polícia Militar aponta a presença de 800 pessoas. O protesto correu de forma tranquila. Apenas no momento da caminhada, iniciada pouco após as 21h, o trânsito da Avenida Presidente Itamar franco, no via sentido Cascatinha/Centro chegou a ser comprometido.

20h47 – O grupo deliberou em uma assembleia improvisada por aguardar a presença e a fala do músico Tico Santa Cruz, para, logo depois, seguir em caminhada até a Praça Jarbas de Lery, no Bairro São Mateus, onde o movimento deverá ser encerrado.

20h43 – A última estimativa de público, feita ainda durante a palestra, era de 600 pessoas, segundo os organizadores, e de 200, de acordo com a PM. A expectativa é a de que o ato seja engrossado, assim que ciclo de perguntas e respostas com Leonardo Boff e Tico Santa Cruz se encerre, no hotel. A avaliação é de que mais de mil pessoas tenham acompanhado as explanações ministradas pelo teólogo e pelo músico. O ato é organizado pela Frente Brasil Popular, que une representantes de movimentos sindicais, sociais e partidos de esquerda.

20h40 – O vereador Betão faz uso da palavra. “Vamos ter que enfrentar os fascistas até o final. É o golpe das classes dominantes. Em 1964, utilizaram os militares. Agora, querem utilizar o Judiciário. Na verdade, o que querem sempre é tirar os direitos dos trabalhadores, atacando governos progressistas. Não podemos arrefecer nem um minuto. Não vai ter golpe. Vai ter luta”, afirma Betão.

20h16 – Margarida Salomão assume o microfone e fala aos presentes no ato a favor da democracia e contra o impeachment. “Quando a democracia está em risco, os jovens estão na rua brigado pela mesma democracia”, afirma a deputada lembrando a contribuição do músico Tico Santa Cruz. “Se os pobres brasileiros soubessem o que estão preparando para eles, não haveria ruas onde coubesse tanta gente para protestar contra o impeachment”, diz a parlamentar, adaptando fala do teólogo Leonardo Boff, ao longo dos debates dessa noite no Independência Trade Hotel.

20h10 – O debate integra o projeto “Diálogos Abertos”, que tem parceria da Superintendência Regional de Ensino de Juiz de Fora e faz parte da programação do Encontro Regional de Capacitação em Direitos Humanos promovido pela Secretaria de Estado de Direitos Humanos, Participação Social e Cidadania (Sedpac).

20h – O vereador Wanderson Castelar (PT) fala aos manifestantes e lembra a marcha do general Olympio Mourão que, em 31 de março de 1964, partiu de Juiz de Fora no ato que entrou para a história como o início de 21 anos de Governo militar no Brasil. “Este é um ato público dos mais importantes diante do momento que estamos vivendo”. Também está presente na praça o vereador Roberto Cupolillo (Betão, PT). Dentro do hotel, acompanharam os debates o vereador Jucelio Maria (PSB), o secretário municipal de Desenvolvimento Social, Flávio Cheker, a deputada federal Margarida Salomão (PT) e o secretário de Estado de Direitos Humanos, Nilmário Miranda.

19h43 – A explanação de Boff se encerra. Dentro do hotel, será aberta uma roda de perguntas e respostas. Do lado de fora, militantes se revezam no microfone e voltam a defender a ocupação da Curva de Lacet, lamentando que empreendimentos comerciais afastaram a população do local. “Um espaço que pertence ao povo”, afirma Giliard Tenório, presidente municipal do PT. Manifestantes aguardam a saída dos assistentes da palestra para iniciar uma caminhada aos gritos de “democracia” e “não vai ter golpe”.

19h31 – “Quem vai derrotar o capitalismo é a mãe Terra”, afirma Boff ao criticar a exploração desordenada de recursos praticada pelas grandes nações liberais.

19h26 – Para Boff, os defensores do impeachment defendem a democracia liberal, “que coloca o bem particular em primeiro lugar”, a despeito da democracia republicana, “que coloca em primeiro plano o bem-estar público”. “Uma democracia que é republicana coloca os projetos para aqueles que mais precisam”, destaca.

Foto: Luciane Faquini/31-03-16
Foto: Luciane Faquini/31-03-16

19h15 – Leonardo Boff fala ao público presente no Independência Trade Hotel: “O ódio é a vingança dos covardes.” A manifestação na Curva do Lacet transcorre tranquila. Militantes ocupam a praça e lembram que este é um espaço histórico da população juiz-forana. Trânsito flui normalmente nas vias próximas ao local.

19h13 – “Não vai ter golpe. Vamos lutar até o final”, afirma o músico antes de passar a palavra para o teólogo Leonardo Boff. Organização afirma que o músico irá falar aos presentes na praça. A expectativa é de que o teólogo também faça a explanação ao final do debate. Em seguida, grupo pretende percorrer as ruas da região. “Não vai ter golpe!”, gritam os manifestantes.

18h51 – Músico fala da dificuldade de diálogo. “Essa dicotomia não faz bem a ninguém. Muito menos ao Brasil. A forma como a informação é tratada pela grande mídia é o que dissemina o ódio.”

Foto: Leonardo Costa/31-03-16
Foto: Leonardo Costa/31-03-16

18h49 – “Temos que lutar para que não se repita a história. Exatamente nessa data, no dia 31 de março, vivíamos a iminência de um golpe. É  inaceitável que estejamos vivendo uma situação parecida hoje por conta da insatisfação de um grupo que não soube perder as eleições”, afirma Tico Santa Cruz.

Foto: Leonardo Costa/31-03-16
Foto: Leonardo Costa/31-03-16

18h47 – Militante lembra, pelo sistema de som, que o ato nacional de hoje, dia 31 de março, tem outra simbologia, já que remete à data em que as tropas do general Olympio Mourão marcharam de Juiz de Fora na ação que marcou o início de 21 anos de governo militar. “É uma ‘descomemoração’ do golpe. Estamos aqui também para brigar contra um novo golpe.” O debate entre o teólogo Leonardo Boff e o músico Tico Santa Cruz começa a ser transmitido no caminhão de som. O tema é “Mais respeito, menos ódio”.

18h26 – Organizadores lembram que quatro ônibus de militantes locais deixaram Juiz de Fora para engrossar ato referente ao Dia Nacional de Lutas que acontece nesse momento em Brasília.

18h22 – Manifestantes continuam a chegar ao local. Público já é bem maior que no início da concentração. Debate ainda não começou. Carro de som toca música, enquanto alguns presentes desfraldam bandeiras em apoio à presidente Dilma Rousseff.

17h58 – A expectativa é de que, ao final do debate no Independência Tarde Hotel, os presentes à discussão engrossem o movimento. Também há a previsão de que Boff e Santa Cruz façam uma aparição e ministrem falas direcionadas aos presentes na Curva do Lacet. A concentração começou por volta das 17h. O ato transcorre de forma tranquila, sem prejuízos ao trânsito da região.

Foto: Leonardo Costa/31-03-16
Foto: Leonardo Costa/31-03-16

17h47 – Um grupo de pessoas já começa a se concentrar na Curva do Lacet para o ato local que integra o Dia Nacional de Lutas. A mobilização segue calendário de várias cidades do país em defesa da democracia e contra o impeachment da presidente Dilma Rousseff (PT), processo considerado pelos manifestantes como um golpe ao Estado de direito. Segundo os organizadores, cerca de 100 pessoas já estão no local. Segundo a Polícia Militar, até o momento, são 50 juiz-foranos na ação. O grupo irá acompanhar um debate entre o teólogo Leonardo Boff e o músico Tico Santa Cruz, que acontece no Independência Tarde Hotel. O evento está agendado para as 18h, e os 1.200 ingressos já estão esgotados.