VELHO DISCURSO
A eleição de três deputados estaduais – e se trabalharem juntos – será uma importante ferramenta para defesa dos pleitos da cidade na instância estadual. Hoje, o município tem demandas importantes que esbarram na velha burocracia. Quando há uma explicação, ela se faz com base no velho discurso, ora tipo a licitação está em curso, ora os recursos estão liberados, mas ficaram parados por conta do calendário eleitoral. Pelo menos foram esses os argumentos apresentados pelo subsecretário de Políticas de Ações de Saúde da Secretaria de Estado da Saúde, Tiago Lucas da Cunha Silva, ao ser questionado pela Tribuna sobre convênios previstos com o Hospital Terezinha de Jesus para implantação de mais leitos e construção de um Centro de Trauma.
Como o governador Alberto Pinto Coelho já assinou o convênio, de acordo com o próprio subsecretário, se não houver empenho das lideranças, a cidade continuará a reboque do tempo, sem saber quando poderá receber os repasses, embora a pressão dos usuários seja grande. Como a Tribuna também apontou, os gestores do sistema ficam na berlinda, pois não têm respostas para quem precisa de atendimento. Na ponta, quem perde é a população, que vive uma peregrinação diária na busca de leitos.
Na sua agenda, os deputados eleitos também deverão inserir pressa na conclusão da construção do Hospital Regional, que poderá ser a solução para o atual quadro. Com obras em atraso desde a sua concepção, ele, como os demais hospitais previstos pelo estado, entrou na lista de promessas do governador eleito, Fernando Pimentel. Ainda na campanha, disse que irá concluir todas as unidades ora em andamento em Minas. A de Juiz de Fora, se não houver novos atrasos, deve estar pronta no final do ano que vem. Mas será fundamental a atenção dos políticos para o cumprimento desse calendário.











