Júlia Milward é indicada ao Pipa

Júlia Milward diz que a indicação confere ainda mais visibilidade ao seu trabalho
Como uma pipa, nos últimos anos, Júlia Milward tem alçado altos voos. A artista, que tem na fotografia seu tema principal, acaba de subir ainda mais alto com a indicação ao Prêmio Pipa de 2016. O nome dela, nascida no Rio de Janeiro e criada em Juiz de Fora, figura entre os cinco primeiros indicados, anunciados ontem. Considerado uma das principais premiações da arte contemporânea brasileira, o Pipa revelará até o próximo dia 19, em 15 boletins, os 76 indicados desta edição.
As indicações são feitas por um comitê formado, em sua maioria, por curadores, galeristas e artistas reconhecidos, que sugerem até três nomes para a primeira fase. Numa segunda etapa, um conselho de peso no universo das artes visuais definirá quatro nomes para a disputa final. Entre os nove conselheiros estão o presidente do MAM-Rio, Carlos Alberto Gouvêa Chateaubriand, e o curador da mesma instituição, Fernando Cocchiarale.
Definidos os quatro finalistas, em 17 de junho, começam as votações para definição dos vencedores em três categorias – o Pipa, eleito por um júri e que oferece R$ 130 mil e uma residência internacional; o Pipa voto popular exposição, realizado durante a mostra no MAM-Rio, que oferta R$ 24 mil; e o Pipa on-line, que entrega ao primeiro lugar R$ 10 mil e ao segundo, R$ 5 mil.
Surpresa com a notícia, que recebeu por meio de amigos artistas, Júlia Milward está eufórica com a oportunidade, que confere ainda mais visibilidade ao seu trabalho. Apesar de destacar para a dificuldade de estar entre os quatro finalistas, a artista comemora a presença no catálogo do prêmio de 2016, já garantida, ao lado de outros 75 artistas. A publicação tem se tornado referencial na produção contemporânea nacional.
Ainda que a seleção seja rigorosa, Júlia tem grandes chances, já que Cocchiarale também estava na banca do “Transborda Brasília – Prêmio de arte contemporânea”, premiação que aconteceu no ano passado e lhe rendeu o segundo lugar. Atualmente morando em São Paulo, a artista formada na Universidade de Paris 8 e na Escola Nacional Superior de Fotografia de Arles (França) apresentou, em 2015, seus mais recentes projetos dentro do Foto 15, na exposição “[planos planos]”, no Centro Cultural Bernardo Mascarenhas. Dona de uma poética sofisticada acerca da história e da utilização da fotografia, Júlia persegue o hoje e dá muitos indícios de que permanecerá amanhã.









