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Entrevista com Ricardo Drubscky, Técnico do Tupi


Por Tribuna

14/02/2016 às 07h00

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Clubes tradicionais como Fluminense-RJ, Atlético-PR, Goiás, Atlético-MG, Cruzeiro e Vitória estão no currículo, mas o torcedor carijó só lembra da Série D de 2011, maior título da história do Tupi, quando pensa em Ricardo Drubscky. Orgulhoso da carreira construída ao longo de três décadas, nas mais diversas funções no futebol, o estudioso treinador (autor do livro “O Universo Tático do Futebol – Escola Brasileira”) se sente como se estivesse voltando para casa depois de quase cinco anos.

Um retorno que não será fácil. Na temporada que terá a Série B como destaque, o início turbulento no Mineiro, com duas derrotas em dois jogos, trouxe desconfiança ao torcedor. Para superar o momento ruim, Drubscky terá que dar o primeiro passo fora de casa contra o Cruzeiro (clube onde começou, em 1986). Mas o grande desafio de colocar o Tupi de volta nos trilhos não intimida quem já conduziu o Carijó a glórias improváveis.

Tribuna – Reestrear contra o Cruzeiro é algo ainda mais desafiador?

Ricardo Drubscky – É bom, é legal. Já vemos o potencial da equipe logo no primeiro jogo. Se os jogadores mostrarem bons argumentos contra um time como o Cruzeiro, aí posso tirar o couro deles nos jogos diante de equipes mais parelhas. Foi muito pouco tempo ainda. Preciso sentir e ver mais, mas já deu para perceber um perfil bom, com jogadores interessados.

– Como se sente ao chegar ao Tupi e receber um carinho que não é comum com treinadores?

– Eu fico feliz por ter esse tipo de consideração. Nunca fui de me acomodar com elogios, mas é bom você chegar em um clube dessa forma. Fico também com mais senso de responsabilidade. Vão ser cobradas mais coisas da gente.

– Em quais pontos as experiências vividas desde 2011 fazem de você um profissional diferente?

– Sem dúvida deu mais amadurecimento. Convivemos com grandes atletas em grandes clubes. Fizemos ótimos campeonatos no Volta Redonda-RJ, Goiás, Vitória-BA, Fluminense, Atlético-PR. Foram jornadas importantes. Espero colocar todo esse amadurecimento a favor do Tupi nesse novo tempo.

– Como acha que o Tupi está como instituição para o desafio da Série B?

– Temos um grande estádio. O gramado do Estádio Municipal está bem melhor do que na minha primeira passagem, muito bem cuidado. Precisamos melhorar na estrutura do Tupi. Vejo os dirigentes preocupados com isso. Precisamos dar uma roupagem diferente para o Tupi. Estrutura ganha jogo sim. É algo que trabalha com nosso psicológico, nos dá autoestima e força para enfrentar os adversários. Para ser um Tupi forte, não precisa de luxo. Podemos ter uma estrutura enxuta, mas funcional, com Santa Terezinha funcionando para podermos subir degraus.

– O que você considera como “subir degraus” para o Tupi?

– Chegar na Série A, B, C é algo que pode acontecer. Agora, para manter-se lá precisa ter uma estrutura que sustente isso. Para subir esse patamar precisamos realmente respaldar a equipe. Ficar alguns anos na Série B é ótimo para o Tupi. Se continuar crescendo no projeto técnico e administrativo, aí sim o Tupi vai crescer. Não precisa gastar muito, é só ter um modelo de gestão inteligente, competente e com união de forças da cidade. Juiz de Fora merece, o Tupi merece e acho que se os dois olharem um para o outro, podemos fazer um crescimento legal para o nosso clube.