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De boas no palco


Por JÚLIO BLACK

20/01/2016 às 07h00- Atualizada 20/01/2016 às 08h24

Donovan Frankenreiter conversa com a imprensa e fãs na quinta-feira à tarde, antes do show; turnê também vai passar por Rio, São Paulo, BH, Santa Catarina e Rio Grande do Sul (Divulgação)

Donovan Frankenreiter conversa com a imprensa e fãs na quinta-feira à tarde, antes do show; turnê também vai passar por Rio, São Paulo, BH, Santa Catarina e Rio Grande do Sul (Divulgação)

Donavon Frankenreiter é o cara para se ouvir e relaxar quando a tardinha cai e o barquinho vai, ou a lua está alta no céu e a praia está logo ali – na verdade, em qualquer lugar em que o cidadão esteja a fim de praticar o bom e velho “deboísmo” ou ouvir algo legal. O cantor e compositor californiano, que também é ligado em subir na prancha e pegar umas ondas, toca em Buenos Aires nesta quarta e volta ao Brasil para mais uma turnê – que começa nesta quinta-feira, em Juiz de Fora, com o show que será realizado no Cultural. Na ocasião, também se apresentam as bandas Javalli (Belo Horizonte) e os locais Etcoetera, que apoiam a vinda do músico. Parte dos ingressos terá valor promocional para quem levar um quilo de alimento não perecível, que será doado para os moradores em situação de rua na cidade.

A atração internacional integra a primeira edição do “Cabana – Cultura das montanhas”, projeto da Casa de Criação Necta, que busca valorizar a estética, a cultura e o modo de vida das montanhas brasileiras. Para tanto, convida o artista e as bandas para uma conversa com fãs (máximo de 40 pessoas) e imprensa nesta quinta-feira, às 15h, na sede da Necta, no Bairro São Mateus.

Além da apresentação juiz-forana, Donavon tem shows marcados até o final do mês no Rio de Janeiro, em Belo Borizonte, São Paulo, Bombinhas e Jurerê (SC) e Atlântida (RS). Os shows fazem parte da turnê de divulgação de seu mais novo álbum, “The heart”, lançado em agosto de 2015. O trabalho, considerado um dos mais intimistas de sua carreira, foi gravado no Texas e teve como principal parceiro nas composições o amigo Grant-Lee Phillips, que alcançou destaque na cena independente americana com sua antiga banda, a Grant-Lee Buffalo, na década de 1990. De acordo com Donavon, o novo álbum mostra o seu crescimento – mais do que como artista – como ser humano, ao escrever e cantar aquilo que vinha de seu coração. A influência vem, principalmente, de Grant-Lee, conforme ele mesmo explica em seu site (www.donavonf.com). “Grant me disse: ‘você deveria fazer o mais intimista e honesto álbum jamais feito’, então essas canções são intimistas, simples e honestas. (…) Eu me sinto com a idade que tenho (42 anos). Cada uma dessas canções significam muito para mim, elas vêm do coração.”

Entre pranchas, violões e guitarras

Nascido em Downey, na Califórnia, em 1972, Donavon Frankenreiter é um dos nomes ligados à corrente mais zen da surf music surgida nos anos 90, que tem entre outros destaques o boa-praça Jack Johnson. Donavon, inclusive, chegou a ser patrocinado por uma empresa ligada ao surfe para rodar o mundo pegando suas ondas, mas acabou priorizando a carreira musical a partir de 1996, ao assumir o posto de guitarrista na banda Sunchild. Após sair do grupo, em 2001, o artista resolveu seguir carreira solo e teve seu álbum de estreia produzido pelo parceiro Jack Johnson e o brasileiro Mario Caldato Jr., que já havia trabalhado com os Beastie Boys. Desde então, Donavon vem lançando diversos trabalhos em estúdio e ao vivo, agregando um número consistente de seguidores fiéis – inclusive no Brasil, onde o artista costuma se apresentar com frequência e surfar principalmente as ondas gaúchas.

DONAVON FRANKENREITER

Com as bandas Javalli e Etocetera

Nesta quinta-feira, às 21h

Cultural Bar

(Avenida Deusdedit Salgado 3.955)