Ficar ou não ficar?

Sidimar pertence ao Atlético-MG (Foto: Leonardo Costa)
No trabalho de reformulação do elenco para 2016, o Tupi sofreu um duro golpe. O atacante Felipe Augusto, um dos pilares da campanha do acesso à Série B, não seguirá no clube. Após negociar a renovação com o Alvinegro, o atleta deverá aceitar uma proposta do exterior. A negativa de um dos principais jogadores da atual temporada acendeu o alerta da diretoria para o grande risco de sofrer mais uma baixa de um destaque do time. O zagueiro Sidimar aguarda por uma ampliação de contrato com o Atlético-MG e pode se tornar mais um problema para o Carijó.
“A situação do Sidimar não está fácil. Ele se valorizou muito”, afirma o vice-presidente de futebol do Tupi, José Roberto Maranhas. “Depende de uma renovação de contrato com o Atlético e ele demonstrar interesse em vir para cá. Se eu fosse ele, ficaria no Tupi. Foi o clube que lhe deu notoriedade. Alguns jogadores jogam bem em um local, mas não em outros. Se fosse ele, aproveitaria que ainda é jovem e fez um bom trabalho aqui para permanecer mais uma temporada, se firmava e aí teria chances de galgar espaço em um time da Série A.”
Após renovar com sete atletas do elenco de 2015 e receber a negativa do lateral-direito Bruno Ré e do atacante Felipe Augusto, a permanência de outros jogadores dependerá da avaliação do técnico Junior Lopes, além da adequação à realidade financeira do clube, podendo colocar em risco a continuidade de atletas com grande identificação com o Carijó e sua torcida, como o zagueiro Fabrício Soares e o volante Genalvo.
“Está sendo conversado com o Junior Lopes (permanência de Fabrício e Genalvo), e ele está fazendo as opções dele. A princípio não está configurado e confirmado, mas me parece que já houve conversações. Mas não estamos tendo tanta pressa. Terminando a Série B, há uma maior opção de jogadores e uma maior possibilidade de contratações que podemos projetar para o ano todo. Está sendo feito devagar, pensado, com calma”, diz José Roberto Maranhas, que tem adotado a cautela para driblar os custos elevados na montagem do elenco para a Série B.
“Hoje em dia não está fácil negociar. Indo para a Série B, a tendência é que o jogador aumente os valores. Então temos que negociar muito. De qualquer maneira, o Tupi não pode ultrapassar aquele limite que temos condição de pagar. A gente esperava que ficasse (Felipe Augusto), mas foi um jogador que se valorizou nesse ano. Acho que, de qualquer maneira, podemos achar jogadores do mesmo nível e até melhores.”
Além das renovações de contrato, o Tupi já trouxe duas novidades: o lateral Douglas e o meia Hiroshi. Novos reforços devem ser confirmados nos próximos dias. A expectativa da diretoria é que até o fim da primeira quinzena de dezembro o elenco já tenha em torno de 20 atletas participando da pré-temporada.









